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Clubes e FPF resistem a recomendação do MP e descartam parar o Paulista

Entidade sustenta que protocolos são seguros e cita que ligas europeias não sofreram paralisações; alguns clubes aumentam coro temendo prejuízos financeiros

Por Alexandre Senechal, Klaus Richmond Atualizado em 11 mar 2021, 15h19 - Publicado em 9 mar 2021, 17h56

A Federação Paulista de Futebol (FPF) e alguns dos 16 clubes que participam do Campeonato Paulista manifestaram contrariedade à ideia de paralisação do Estadual, recomendado pela procuradoria do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) nesta terça-feira, 9. A entidade, por meio de seu comitê médico, disse em nota estar “embasada por critérios científicos” para continuar a competição.

“Elogiado por todos os especialistas, o documento veta acesso do público aos estádios, estabelece testes recorrentes aos profissionais dos clubes e limita a quantidade de pessoas envolvidas na organização, fazendo das partidas locais seguros”, disse a FPF em um dos tópicos.

A entidade citou que a nova recomendação “vai na contramão do combate à Covid-19 no mundo”, lembrando que países como Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos mantiveram suas ligas em atividade mesmo precisando controlar um crescimento exponencial da doença, com uma segunda onda do vírus.

“A Federação Paulista de Futebol reitera que não há qualquer argumento científico que sustente a tese de que o futebol profissional gere aumento no número de casos. Pelo contrário, o futebol possui um protocolo extremamente rigoroso, com acompanhamento médico diário e testagem em massa de seus profissionais”, argumenta.

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Os clubes também se pronunciaram sobre o assunto. Questionado pela reportagem, o Santo André também se declarou contrário à recomendação e declarou apoio à FPF. “A única informação oficial está contida no comunicado oficial da FPF. Somos contrários à recomendação do Ministério Público Estadual, acompanhamos inteiramente a FPF. Poucas atividades são tão seguras, no momento, quanto o futebol”, ponderou o presidente Sidney Riquetto a PLACAR.

Em nota, o Guarani também se posicionou declarando que os protocolos “são seguros e suficientes para evitar propagação do coronavírus”. O clube diz que, em caso de paralisação, sofrerá “enormes perdas em todos os aspectos, desportivos, atléticos e, também, financeiros”.

Até agora, entre os clubes, somente o Santos se declarou totalmente contrário a paralisação do futebol. Em entrevista à Folha de S.Paulo, no dia 4 de março, o presidente Andres Rueda afirmou que “seria prudente, embora doa na carne, entrarmos em um período de paralisação. Suspender o campeonato mesmo”.

O Ministério Público de São Paulo, a Federação Paulista e o Governo do Estado vão realizar uma reunião online, às 10h desta quarta-feira, 10, para definir se haverá a paralisação das atividades ou a disputa do Campeonato Paulista continuará normalmente. A FPF tentará convencer as entidades públicas a não impedir a disputa do torneio. A decisão será do governador João Doria.

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