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Clubes e federações se unem contra liberação de público ao Flamengo

Ao lado de CBF e FPF, Palmeiras, Santos, Corinthians, São Paulo, Internacional e Bragantino contestam decisão do STJD a liminar favorável ao clube carioca

Por Da Redação Atualizado em 13 ago 2021, 15h41 - Publicado em 5 ago 2021, 10h58

Em discurso alinhado, clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, além da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Paulista de Futebol (FPF), se manifestaram contrários a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que permite ao Flamengo o retorno de público nos estádios em torneios nacionais. A liminar foi expedida pelo órgão, que condicionou a liberação à legislação do município onde as partidas serão sediadas.

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A CBF afirmou que a decisão do clube carioca de ir à Justiça contraria acordo feito pelos 20 clubes que integram a elite do futebol nacional durante conselho técnico realizado em 24 de março deste ano.

“O pedido do Flamengo e a decisão proferida contrariam deliberação tomada pelos clubes em reunião do Conselho Técnico da Série A, ocorrida em 24 de março de 2021 que, dentre outras questões, vedou a presença de público nos estádios até nova apreciação do assunto pelos clubes”, disse a entidade.

  • A nota da CBF menciona também que uma novo direcionamento ocorreria somente após a melhora dos índices epidemiológicos nas cidades e diz que a comissão médica especial da entidade desenvolveu um projeto específico para o retorno do público, com um “projeto-piloto” que seria iniciado nos duelos pelas quartas de final da Copa do Brasil. O sorteio ocorrerá nesta sexta-feira, 6, às 15h.

    “A CBF apresentará os esclarecimentos necessários ao STJD e confia que pleno do Tribunal garantirá a manutenção do equilíbrio técnico da competição e a segurança dos torcedores”, afirmou.

    Clubes, e até a FPF, também se manifestaram contrários à decisão em suas redes sociais deixando claro que a medida fere a isonomia da competição e a decisão em colegiado. Os primeiros foram Palmeiras e Red Bull Bragantino.

    O clube da capital paulista afirmou que “a decisão atenta contra a integridade da competição, sua credibilidade e isonomia”. O Santos seguiu discurso semelhante, acrescentando “discordar integralmente da decisão que permitiu que apenas alguns clubes joguem com a presença de seus torcedores”. Mesmo tom adotado por Corinthians, São Paulo e Internacional.

    Dos 19 clubes que formam a Série A com o Flamengo, 13 deles ainda não se manifestaram sobre o assunto: Atlético Mineiro, Fortaleza, Atlhetico Paranaense, Ceará, Atlético Goianiense, Bahia, Fluminense, Juventude, Sport, Cuiabá, América Mineiro, Grêmio e Chapecoense.

    O Flamengo já havia sido protagonista de outra briga, desta vez com a prefeitura do Rio de Janeiro. O município liberou ao clube a utilização de 10% da capacidade do Maracanã para a partida contra o Olímpia, do Paraguai, pelas quartas de final da Libertadores, no próximo dia 18. As condições de segurança sanitária exigidas pela prefeitura não agradaram aos dirigentes do clube, que cogitaram mandar partida para Brasília.

    O vereador da cidade e vice-presidente do Flamengo, Marcos Braz, chegaram a trocar farpas pelas redes sociais com o prefeito Eduardo Paes (PSD-RJ). Na ocasião, Paes disse que a discussão sobre possível liberação de 30% da capacidade do estádio só aconteceria com pedido formal. O clube atendeu a deixa do político e requisitou junto à prefeitura que a capacidade fosse revista.

    A equipe do técnico Renato Gaúcho foi a primeira a jogar com público em meio a pandemia do novo coronavírus. Na vitória por 3 a 0 diante do Defensa y Justicia, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, levou 5.518 pessoas ao estádio Mané Garrincha, em Brasília, de acordo com balanço financeiro divulgado. A partida ocorreu devido a um decreto assinado pelo então governador em exercício, Paco Britto (Avante-DF).

    A exceção no período aconteceu na decisão da última Libertadores, entre Santos e Palmeiras, em 30 de janeiro, com quase dez mil ingressos destinados a convidados. Além disso, a decisão da Copa América entre Brasil e Argentina, no último dia 10 de julho, no Maracanã, também contou com 10% da capacidade. O confronto terminou com vitória por 1 a 0 dos argentinos e, consequentemente, o títulos dos rivais.

    Nas últimas semanas, as prefeituras do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo divulgaram planos para a retomada das atividades com público. O governador paulista João Doria disse nesta quarta-feira, 4, que a reabertura das arquibancadas está prevista, sob uma série de protocolos, para 1º de novembro quando a expectativa é que ao menos 90% da população adulta do estado esteja vacinada.

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