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‘Choque de jogo’: o áudio do VAR em lance polêmico de Boca x Santos

Árbitro chileno Ricardo Tobar entendeu que não houve pênalti em Marinho; decisão foi tomada de forma unânime com assistentes de vídeo da partida

Por Da Redação Atualizado em 8 jan 2021, 17h56 - Publicado em 7 jan 2021, 14h16

A Conmebol divulgou nesta quinta-feira, 7, o áudio da conversa entre o árbitro chileno Ricardo Tobar e os assistentes de vídeo para a decisão de não marcação de pênalti em lance envolvendo o atacante Marinho, do Santos, no segundo tempo do empate sem gols diante do Boca Juniors, em La Bombonera, válido pelo primeiro jogo das semifinais da Copa Libertadores.

O lance ocorreu aos 28 minutos do segundo tempo, quando Marinho invadiu a área e foi tocado por Izquierdoz.  No início do áudio, Tobar fala ao microfone: “Limpo, nada”. Segundos depois, Eduardo Gamboa, um dos assistentes de vídeo, responde: “[Marinho] se deixa cair. A interpretação inicial é contrariada por outro membro do VAR, Juan Gabriel Benitez, que diz: “Há um contato. Quero ver [o vídeo do lance] em velocidade normal”.

A partir disso, a arbitragem de vídeo procura novos ângulos para reavaliar o lance. “OK, ele [Izquierdoz] colocou a perna, vendo de trás. Não recomece [o jogo]. Como você vê, Eduardo [Gamboa]? Eu quero ver a velocidade normal”, disse Benitez.

O árbitro de vídeo, então, analisa apenas como “choque de jogo” e tem a sua posição ratificada por outro auxiliar do VAR: “segue, Roberto [Tobar], segue”, conclui. A decisão polêmica foi tomada em menos de um minuto.

Logo após o jogo, o clube brasileiro pediu esclarecimentos à entidade sul-americana. “O Santos enviará ofício à Conmebol para externar sua insatisfação com a atuação do VAR. Destacamos a estranheza pela não verificação do VAR à beira do campo”, disse o clube, em um trecho de nota.

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Nesta quinta, o presidente do Santos, Andres Rueda, afirmou em comunicado ter cobrado a entidade por meio de ofício para a tomada de providências. O principal questionamento do Santos é entender o motivo pelo qual o sistema de vídeo não foi acionado. “Mais uma vez, presenciamos um episódio que não condiz com as recentes melhorias, os investimentos e os pilares de desenvolvimento da Conmebol nos últimos anos”. O clube também informou ter recorrido a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Paulista de Futebol (FPF) por apoio e possíveis medidas.

Já é praxe da Conmebol ao longo do torneio divulgar em seu site momentos de atuação do sistema de verificação de vídeo. O lance se tornou rapidamente um dos principais assuntos das redes sociais.

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    “Eu fui tocado dentro da área. Não sei porque árbitro não foi olhar o vídeo. Poderíamos ter vencido, mas jogar contra o Boca é muito difícil. O importante é não perder. Fizemos grande jogo, queríamos a vitória, mas o empate é bom resultado e temos que fazer um grande jogo em casa”, relatou Marinho, logo após o jogo.

    Santos e Boca voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, 13, na Vila Belmiro. Para se classificar, a equipe brasileira precisa de uma vitória simples. Os argentinos passam à final se vencerem ou empatarem com gols. Um novo 0 a 0 leva o confronto para as penalidades.

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