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Carlos Lampe, o goleiro boliviano que encantou Tite e Neymar

Jogador da seleção boliviana disse que "pegou tudo" no empate em La Paz, em 2017, e lamentou ausência do astro brasileiro, de quem ganhou presente

O goleiro Carlos Lampe Porras, de 32 anos, guarda boas lembranças da seleção brasileira, que será novamente sua adversária na abertura da Copa América, nesta sexta-feira,14, no Morumbi. Há dois anos, nas Eliminatórias para o Mundial da Rússia, o goleiro da Bolívia fez simplesmente 11 defesas – seis delas difíceis – e garantiu o 0 a 0 em La Paz. Na ocasião, ganhou uma camisa de Neymar e elogios de Tite.

Tabela completa de jogos da Copa América 2019

Yo peguei tudo”, brincou em bom “portunhol”, no primeiro treinamento do time no CT da Barra Funda, do São Paulo FC, nesta terça-feira, 11. “Foi um dos três melhores jogos da minha carreira, com certeza”. Na ocasião, Lampe teve sua atuação reconhecida por Neymar e Tite. “Eles me felicitaram e eu agradeci pelo gesto. Agora, vamos nos encontrar de novo e espero que eu volte a repetir a história.”

Ele disse lamentar o corte de Neymar, por lesão, mas acredita que isso não diminua a dificuldade da estreia. “É um falta muito sensível para o Brasil, mas eles têm muitos bons jogadores que podem substitui-lo, acho que não vai fazer tanta falta”.

Lampe pertence ao Huachipato, do Chile, mas foi emprestado ao Boca Juniors no segundo semestre de 2018. No gigante argentino, não teve uma oportunidade sequer como titular e este ano foi emprestado ao San José, de seu país, em contrato de empréstimo já encerrado.

Enquanto aguarda novas ofertas, Lampe contou já ter recebido uma proposta do Brasil. “Sim, se falou um tempo sobre um clube da Bahia. Infelizmente não deu certo. Eu gostaria um dia de jogar no Brasil, claro, é um grande mercado, competitivo e a torcida é passional como na Argentina, onde há pressão e estádio cheio, é isso que motiva todo jogador.”

Lampe também guarda lembranças tristes do futebol brasileiro. Ele era o goleiro do San José na partida contra o Corinthians, válida pela Libertadores de 2013, na qual um torcedor boliviano, Kevin Espada, morreu, aos 14 anos, ao ser atingido por sinalizador atirado pela torcida brasileira.