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Carille: ‘Sei que estão chateados, mas saio em paz com minha decisão’

Em entrevista, o treinador justificou a saída do Corinthians

Por Estadão Conteúdo - 23 maio 2018, 18h43

Fábio Carille concedeu entrevista nesta quarta-feira para explicar os motivos que o fizeram deixar o Corinthians e acertar sua transferência para o Al-Wehda, da Arábia Saudita. O treinador disse entender o fato de boa parte da torcida criticar sua decisão, mas garante que está convicto e não se arrepende. “Sei que muitas pessoas estão chateadas e outras me entendem. Estou em paz com a minha decisão. Torcedor é paixão, trabalhei muitos anos no Corinthians, entendo a torcida, mas é um novo desafio. O ministro do país e o príncipe estão acreditando em mim, me fizeram acreditar que chegou a hora de sair.”

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As negociações entre o Al-Wehda e Carille começaram na última segunda-feira e o acerto foi finalizado na terça. “Foi tudo muito rápido. Após algumas divergências eles concordaram com tudo o que pedimos, sempre acreditando nas minhas ideias. Nós próximos três anos, o país quer ser uma força do futebol mundial.”

Carille disse que a decisão não foi motivada apenas pelo dinheiro – ele deve receber mais de 1 milhão de reais por mês, pelo menos quatro vezes mais do que recebia – e que, se não aceitasse a proposta árabe, não pediria aumento ao Corinthians. “Não é só questão financeira. É tudo, as condições oferecidas, poder levar sete estrangeiros e o clube ter contratado jogadores da seleção da Arábia.”

O treinador pretende ir ao CT do Corinthians na próxima sexta-feira para se despedir dos atletas e funcionários. Ele não quis ir nesta quarta para não atrapalhar a preparação para o confronto contra o Millonarios, na quinta, pela Copa Libertadores, já sob comando de Osmar Loss.

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