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Blatter reaparece e diz que irá à Copa a convite de Putin

Suspenso pela Fifa por corrupção, ex-presidente da entidade disse que irá à Rússia apenas para "aproveitar" o Mundial do ano que vem

Por Da redação 20 out 2017, 09h30

Após longos meses distante dos holofotes, o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter, afastado da entidade após escândalos de corrupção, reapareceu nesta sexta-feira para anunciar uma novidade: irá à Copa do Mundo da Rússia em 2018 a convite do presidente russo Vladimir Putin, apesar de estar suspenso pela Fifa.

“Irei ao Mundial da Rússia, recebi um convite por parte do presidente Putin”, revelou Blatter. “Não sei se estarei para a partida de abertura ou para a final. Como não posso trabalhar no futebol e não tenho uma missão a cumprir, quem sabe eu só aproveite”, acrescentou o antigo chefe do futebol mundial.

  • “Tenho certeza que o Mundial 2018 será um grande Mundial. A Rússia deve demostrar que pode receber o mundo inteiro, é um autêntico desafio”, completou Blatter, que presidiu a Fifa entre 1998 e 2015.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou a notícia e disse que não só Blatter mas também Michel Platini, ex-presidente da Uefa também afastado por corrupção, serão bem-vindos como “velhos amigos” de Putin.

    Fontes próximas a Platini, no entanto, informaram que o francês “não recebeu convite do senhor Putin para ir ao Mundial da Rússia e não sabe o que fará no próximo verão (do hemisfério norte)”.

    Fifa não vê problemas

    Agora presidida por Gianni Infantino, a Fifa informou que não acha questionável a presença de seu antigo presidente no Mundial 2018 “porque Blatter já não tem funções oficiais”.

    O ex-dirigente de 81 anos foi suspenso por seis anos “de toda atividade ligada ao futebol” pela Fifa devido a um pagamento controverso de 2 milhões de francos suíços (6,51 milhões de reais pela cotação atual) a seu antigo aliado Michel Platini.

    Ex-presidente da Uefa e sucessor designado de Blatter à frente da Fifa, Platini também foi sancionado por seis anos, suspensão reduzida para quatro anos pela Corte Arbitral do Esporte (CAS).

    (com agências AFP e Reuters)

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