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Belgas vacinados, ingleses não: seleções da Euro se dividem sobre o tema

Recente caso positivo do espanhol Busquets ligou alerta na Uefa; poucos atletas estão imunizados

Por Da Redação Atualizado em 7 jun 2021, 11h33 - Publicado em 7 jun 2021, 11h07

O jogador espanhol Sergio Busquets testou positivo para a Covid-19 no último domingo, 6. O caso gerou grande preocupação na Federação Espanhola e também na Uefa, a confederação que organiza a Eurocopa, marcada para começar no próximo dia 11, pois a taxa de atletas vacinados é pequena e um surto de contaminação não pode ser descartado. Não há consenso entre as seleções sobre vacinação e poucos atletas inscritos estão imunizados.

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A Euro deste ano contará com mais de uma sede e exigirá maiores viagens dos atletas, mais um fator de receio do ponto de vista sanitário. Uma das poucas delegações com 100% dos componentes imunizados é a da Bélgica, que aplicou a vacina de dose única da Johnson & Johnson em todos, na última semana. A seleção polonesa é outra que conta com todos atletas protegidos.

Porém, a situação não é igual para todos os países participantes. A Inglaterra, apontada como candidata à briga pelo título, não participou de nenhum processo de vacinação para os jogadores. O treinador Gareth Southgate chegou a se pronunciar sobre a vontade imunizar todos os convocados, mas, posteriormente, o jornal local The Times informou que os próprios atletas não concordam em “furar a fila” dos grupos prioritários de vacinação.

A França é uma das seleções que conta com parte dos jogadores e comissão vacinados, porém nem todos completamente. O treinador Didier Deschamps aconselhou seus atletas a tomarem, porém ressaltou a preocupação com a contaminação e afirmou que se alguém testar positivo, será cortado do torneio. O astro Kylian Mbappé, assim como seus colegas de PSG, como Marquinhos e Neymar, já recebeu a primeira dose do imunizante, pois o ritmo de vacinação na capital francesa está avançado.

  • Na seleção da Holanda, alguns jogadores se negaram a receber a vacina. Entre eles, está o zagueiro de 21 anos Matthijs de Ligt, que afirmou: “Eu acho que você tem que comandar o seu próprio corpo. O risco de ser infectado sempre haverá. Eu tento manter contato com a menor quantidade de pessoas possível fora da seleção da Holanda.”. Após a repercussão, o defensor se retratou e afirmou que se imunizará assim que possível.

    Na delegação espanhola, há grande preocupação, justamente pelo “positivo” de Busquets. O jogador foi titular no amistoso entre Espanha e Portugal no último sábado, 5, e testou positivo no dia seguinte. O diário Marca afirmou que, para proteger os atletas, o governo da Espanha tenta acelerar a vacinação na equipe.

    Na Copa América, marcada para começar dia 13 no Brasil, a Conmebol obteve 50.000 doses do laboratório Sinovac junto ao governo chinês e prometeu imunizar os atletas. No entanto, por problemas logísticos e de legislação sanitária dos países, poucos atletas da competição estão imunizados.

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