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Base ajudou o Flamengo a ter a maior receita entre os clubes brasileiros

Atingida pela tragédia no Ninho do Urubu, categoria de formação de jogadores rendeu negociações milionárias para a equipe nos últimos anos

Por Da redação - 12 fev 2019, 12h37

Atingida pela tragédia do incêndio no Ninho do Urubu, as categorias de base do Flamengo ajudaram o clube a ter a maior receita do futebol brasileiro. O orçamento aprovado pela Conselho de Administração da equipe no fim do ano passado prevê uma receita bruta de 765 milhões de reais neste ano. Quem mais se aproxima é o Palmeiras, com previsão de 591 milhões de reais.

Parte significativa do montante virá da venda de jogadores formados pelo clube. Só referentes à venda de Lucas Paquetá, cria da base, para o Milan, entrarão nos cofres do rubro-negro neste ano 150 milhões de reais. Em outras negociações recentes, o clube recebeu 165 milhões de reais do Real Madrid por Vinicius Junior, e 20 milhões de reais da Udinese por Felipe Vizeu.

Na última sexta-feira 8, um incêndio no centro de treinamento do Flamengo matou dez jovens atletas do clube. O alojamento que pegou fogo, feito com contêineres, não tinha a aprovação final dos bombeiros e o clube disse à prefeitura que na área havia um estacionamento. O Ninho do Urubu passará por uma vistoria nesta terça-feira, 12, e pode ser interditado.

Finanças

Para Carlos Aragaki, sócio-diretor da área de Esporte Total da consultoria BDO, os altos valores das transferências recentes mostram “a importância em geração de receitas que a base traz para o Flamengo”. Enquanto a receita cresce, nos últimos anos, o clube conseguiu reduzir significativamente seu endividamento: de 741 milhões de reais, em 2013, para 334 milhões de reais, em 2017, ano do último balanço publicado. Com isso, ganhou fôlego para investir pesado em contratações.

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Para esta temporada, já gastou 108,7 milhões de reais com Arrascaeta, Rodrigo Caio e Bruno Henrique, além de pagar salário mensal de 1,2 milhão de reais a Gabriel Barbosa, o Gabigol, contratado sem custo de transferência.

Em 2016, o custo da formação da base do clube da Gávea foi de 16,652 milhões de reais – consideram-se despesas com alimentação, transporte, educação, alojamento, assistência médica, contratação de profissionais como treinadores e preparadores, entre outras. Na temporada de 2017, esse investimento subiu para 23,831 milhões de reais, de acordo com o balanço do Flamengo.

(Com Estadão Conteúdo)

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