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Barcelona não se rende: ‘Devemos lutar para que Messi permaneça’

Dirigente repetiu que o clube não abrirá mão do "melhor jogador do mundo e da história" e buscou tom conciliatório para convencê-lo

Por Da Redação - Atualizado em 26 ago 2020, 15h29 - Publicado em 26 ago 2020, 09h50

A notícia caiu como uma bomba na Catalunha e o Barcelona fez questão de tentar tranquilizar seus torcedores. Um dia depois da revelação de que Lionel Messi enviou um fax à diretoria avisando que pretende deixar o clube, o secretário técnico Ramon Planes foi ao Camp Nou nesta quarta-feira, 26, para dar explicações. Em tom conciliador, o dirigente rasgou elogios ao argentino e disse que o Barcelona buscará a “melhor solução” para manter o maior ídolo de sua história.

“Foi uma notícia importante e pensamos milhões de vezes, o treinador Koeman, o presidente e eu, que queremos construir outro ciclo vencedor ao redor do melhor jogador do mundo e da história. O Barça se reconstruiu por muitos anos e voltou com mais força. Devemos tirar conclusões desta última etapa, mas nossa ideia é seguir com Messi”, afirmou. O presidente Josep Maria Bartomeu, que enfrenta a ira da torcida desde a goleada por 8 a 2 para o Bayern e ainda mais depois do fax de Messi, estava presente, mas não se pronunciou.

“Não contemplamos nenhum tipo de saída contratual, porque queremos que ele permaneça. Temos de falar com respeito enorme sobre Messi, porque é o melhor do mundo e da história. O futuro é positivo com jogadores jovens e com Messi e não podemos desviar desta ideia. Leo deu muito ao Barça e é um casamento que trouxe muitas alegrias à torcida. Devemos lutar para que Messi permaneça, estamos dedicando horas a um trabalho interno para buscar a melhor solução”, prosseguiu Planes.

Em seu fax, Messi avisou que quer se valer de uma cláusula, que permitiria uma rescisão unilateral ao fim da última temporada de seu contrato, para deixar o clube gratuitamente. O Barcelona, por sua vez, considera que a temporada terminou em junho (o que era o combinado antes da pandemia do coronavírus) e não abre mão do pagamento da multa rescisória de inatingíveis 700 milhões de euros (mais de 4 bilhões de reais). Nesta quarta, o secretário nem sequer quis citar a possível batalha judicial

“Não podemos fazer disso uma disputa pública entre Barça e Messi, porque nenhuma das duas partes merece. Não há nenhuma divisão, qualquer pessoa que entenda um pouco de futebol quer ter Messi em seu time.” Segundo ele, Messi não comunicou a diretoria de que não se apresentará no próximo domingo, 30, para os testes de coronavírus na véspera do início de pré-temporada.

Diversos clubes já se movimentam para tentar tirar o argentino do Camp Nou. O Manchester City, do técnico Pep Guardiola e do atacante Kun Aguero, um dos melhores amigos de Messi, aparece como favorito.

Messi e Ronaldinho Gaúcho
Lionel Messi e Ronaldinho Gaúcho durante os primeiros anos da carreira do argentino Denis Doyle/Getty Images

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