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Barçagate: polícia prende ex-presidente do Barcelona em investigação

Josep Maria Bartomeu, que renunciou ao cargo em outubro acusado de corrupção, foi detido com outros antigos membros da diretoria

Por Da Redação Atualizado em 3 mar 2021, 18h16 - Publicado em 1 mar 2021, 09h05

A polícia da Catalunha prendeu na manhã desta segunda-feira, 1º, o ex-presidente do Barcelona Josep Maria Bartomeu por suspeita de envolvimento no caso conhecido como “Barçate”. A investigação apura uma série de escândalos, entre eles a atuação de uma empresa contratada pelo clube que teria feito campanha de difamação nas redes sociais a pessoas não vinculadas ao antigo mandatário – e também a atletas como o astro Lionel Messi.

A operação da polícia local, Mossos d’Espanha, iniciou com uma busca na sede do clube logo nas primeiras horas do dia. Posteriormente, uma equipe de agentes foi até a residência de Bartomeu e o levou detido. O empresário renunciou à presidência do clube em outubro do último ano acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.

Além de Bartomeu, também foram presos Óscar Grau, ex-CEO, Jaume Masferrer, que ocupava o cargo de assessor do presidente na antiga gestão, e Roman Gómez Ponti, responsável pelo departamento jurídico. Em nota, o clube diz que “ofereceu total colaboração às autoridades judiciárias e policiais para esclarecer os fatos” e que, até o momento, as documentações exigidas “limitaram-se estritamente a apuração dos fatos relativos ao caso”.

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A empresa investigada se chama I3 Ventures, contratada por 1 milhão de euros, divididos em cinco parcelas de 200.000 euros, para publicar e espalhar mensagens que atacassem jogadores como Messi e Piqué, além de nomes como Puyol, Guardiola e Xavi, todos ídolos do clube, além de concorrentes na disputa política do clube como o ex-presidente Joan Laporta e Victor Font.

  • A informação do esquema foi revelado em fevereiro de 2020, pela emissora espanhola Cadenaser. O termo “Barçagate” é alusivo a “Watergate”, operação que derrubou o ex-presidente americano Richard Nixon. Dias depois, Bartomeu, ainda presidente do clube, informou que o Barcelona cancelaria os contratos com a empresa, mas negou participação. Desde então, viu o cerco por sua renúncia se fechar.

    Em março, em nova reportagem, a Cadenaser informou que além da I3 Ventures, o Barcelona já contava com mais cinco empresas de dados operando. A investigação foi aberta em junho.

    Bartomeu e Messi entraram em rota de colisão no Barcelona -
    Bartomeu e Messi entraram em rota de colisão no Barcelona – Miguel Ruiz/FCB/Divulgação

    No pronunciamento após homologar a carta de renúncia, em 27 de outubro do último ano, Bartomeu atribuiu a saída a um ambiente de “falsas acusações com interesses políticos”. “Recebemos insultos cruéis da mídia, que foram além do admissível”, afirmou na ocasião. Dias antes, ele foi alvo de diversas críticas de Lionel Messi, em entrevista ao site “Goal”.

    Messi citou que gostaria de sair do clube pelo não cumprimento da palavra do dirigente, que prometeu, segundo ele, conceder liberdade para decidir se permaneceria ao fim da temporada.

    Clube e jogador, no entanto, divergiram quanto ao pagamento da multa rescisória de 700 milhões de euros (4,7 bilhões de reais pela cotação atual). O argentino deixou claro que a decisão não se dava pela humilhação da derrota histórica sofrida em Lisboa, mas, sim, pelo descumprimento do acordo em sua última assinatura de contrato, em 2017.

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