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Alisson, o goleiro de R$ 320 milhões, celebra: ‘Acho que dei retorno’

Prestes a disputar a final da Champions contra o Tottenham, brasileiro do Liverpool falou sobre consolidação na Europa e elegeu defesa mais importante

“Ninguém mais fala disso há um bom tempo”, brinca Alisson Becker ao relembrar as contestações ao Liverpool por ter pagado 72,5 milhões de euros (cerca de 320 milhões de reais) para tirá-lo da Roma no início da temporada. Com defesas incríveis, confiança e qualidade com os pés, o segundo goleiro mais caro de todos os tempos (foi recentemente ultrapassado por Kepa, do Chelsea, que custou 80 milhões de euros) foi um dos responsáveis por levar o time inglês à decisão da Liga dos Campeões do próximo sábado, dia 1, diante do Tottenham, em Madri. E diz que a força mental, para superar as críticas ou um eventual erro, é um de seus maiores trunfos.

“Não fico tão deslumbrado depois de uma defesa, nem tão abalado depois de uma falha. Tento ser emocionalmente equilibrado durante os 90 minutos”, revelou o titular da seleção brasileira em entrevista ao diário inglês The Independent desta quinta-feira, 30.

Contratado a peso de ouro para remediar as falhas decisivas de seu antecessor, Loris Karius, na final da Champions do ano passado diante do Real Madrid, Alisson brincou sobre momento de maior destaque. “Acho que fiz valer metade do preço só com aquela defesa contra o Napoli”, disse, relembrando intervenção em chute de Arkadiusz Milik, no final da partida pela primeira fase. Se Alisson tivesse levado o gol, o Liverpool estaria eliminado.

Alisson defendeu chute à queima roupa de Milik e classificou o Liverpool (Paul Ellis/AFP)

“Quando assinei o contrato, fiquei surpreso com o valor. Mas acho que dei retorno ao clube”, disse, sem perder o foco no objetivo final. “Acho que não conquistamos nada ainda. Quero escrever meu nome na história do clube ganhando títulos e temos uma grande oportunidade no sábado.”

Elogiado por sua qualidade de passe e lançamentos, o goleiro revelado pelo Internacional disse que se concentra mais no jogo com as mãos. “O mais importante para um goleiro é fazer defesas. A habilidade com os pés é só um acessório para ajudar o time e algo que pode ser aprimorado, mas a prioridade de um goleiro é defender e a confiança é muito importante.”

Em busca de seu primeiro título na Europa, o goleiro de 26 anos admitiu ansiedade para o duelo de sábado. “Definitivamente será um jogo diferente, especial, então estou trabalhando minhas emoções para isso. Tento concentrar como se fosse um jogo normal, como fiz durante toda a temporada.” Ele deve ter a companhia do compatriota Roberto Firmino, que se recuperou de lesão e estará à disposição do técnico Jürgen Klopp.