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Alessandro deixa o Corinthians; Sheik e Vilson serão os novos gerentes

No clube desde 2008, ex-lateral anunciou seu desligamento nesta quinta-feira

Por Da redação - Atualizado em 3 jan 2019, 15h22 - Publicado em 3 jan 2019, 15h01

Capitão do Corinthians nas conquistas da Libertadores e do Mundial de 2012, o ex-lateral Alessandro Nunes deixou o clube paulista depois de 11 anos. Ele anunciou seu desligamento do cargo de gerente de futebol nesta quinta-feira, 3, em entrevista coletiva no centro de treinamento da equipe, em São Paulo, e será substituído por dois ex-atletas do clube e recém-aposentados: Emerson Sheik e Vilson.

“A gente vem fazendo uma reformulação no departamento. Tem a volta da comissão técnica. Tivemos reunião com Alessandro e resolvemos parar o ciclo aqui em comum acordo, é um grande amigo, um cara que tenho que agradecer pela amizade. Obrigado por tudo”, afirmou o diretor de futebol, Duílio Monteiro Alves.

Alessandro também agradeceu os dirigentes, incluindo o presidente Andrés Sanchez, e disse ter “muito orgulho” de sua trajetória. O ex-jogador de 39 anos pretende seguir na função em um novo clube.

“Foi um mês de muita reflexão. Vejo as trocas necessárias, para mim seria muito mais confortável ficar. Foram muitos anos como atleta e na função diretiva. Temos de tomar decisões, tenho de pensar no grupo e em mim, que quero dar continuidade em minha carreira de gestor, estou muito feliz nela. Foi uma decisão conjunta”, afirmou.

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Alessandro atuou no clube entre 2008 e 2013 e, em 2014, assumiu o cargo de gerente de futebol. Acumulando os cargos, conquistou três títulos da Séria A do Campeonato Brasileiro (2011, 2015 e 2017), um da Séria B (2008), um da Copa do Brasil (2009), quatro do Paulista (2009, 2013, 2017 e 2018), um da Libertadores (2012) e um Mundial de Clubes (2012).

Vilson nos tempos de zagueiro Luís Moura/WPP/Folhapress

Os sucessores – O diretor Duílio Monteiro Alves explicou as escolhas de Vilson e Sheik, que não têm nenhuma experiência como dirigentes. Ao contrário do ex-atacante, o ex-zagueiro sofreu com lesões e jamais brilhou no Corinthians, mas era visto como uma liderança do elenco. 

O Emerson pela história, por tudo o que já fez no Corinthians, e por entendermos que ele pode fazer essa ligação de atleta e diretoria. O Vilson, também, é diferenciado, inteligente, nos ajudou muito no dia a dia nos últimos anos. E acreditamos que pode nos entregar o que a gente procura. É pelo perfil”.

O primeiro dia de trabalho de 2019 também marcou o retorno do técnico Fábio Carille, que passou o último semestre no Al Wehda, da Arábia Saudita. Com ele, voltaram ao clube os auxiliares Leandro da Silva e Denis Lupp, o preparador Walmir Cruz e o observador Mauro da Silva.

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