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Alertado por Felipe Melo, Bolsonaro tentará liberar Robson junto à Rússia

Ex-funcionário do meia Fernando está preso há mais de 500 dias por transportar medicamentos proibidos em solo russo a pedido do sogro do jogador

Por Da Redação Atualizado em 6 out 2020, 16h47 - Publicado em 6 out 2020, 16h23

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça-feira, 6, que buscará intervir junto ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, para a liberação de Robson Oliveira, brasileiro preso desde março de 2019 no país europeu sob acusação de transportar medicamentos proibidos.

Bolsonaro explicou ter tomado conhecimento do caso, amplamente divulgado há mais de um ano, por meio do volante Felipe Melo, jogador do Palmeiras e um de seus mais célebres apoiadores. O político informou que a estratégia será um acordo diplomático para perdão do ex-motorista do volante Fernando, atualmente na equipe  chinesa Beijing Guoan.

“A justiça russa é bastante rígida e independente, mas um perdão do governo local será buscado por nós”, disse em um trecho. “Entramos no caso e o Brasil buscará, diplomaticamente, o retorno de Robson ao Brasil”, completa.

Robson está preso há 568 dias na Rússia e ganhou apoio recente pelas redes sociais quando jogadores como o atacante Richarlison, do Everton, e goleiro Rafael Cabral, do Reading, publicaram postagens com a hashtag #JustiçaPorRobson. “Nossa embaixada nos informou que o Robson poderá ser condenado a vinte anos. A juíza do caso acaba de se aposentar e, dessa forma, o processo voltou à estaca zero”, cita Bolsonaro em outro trecho do comunicado.

Robson foi detido quando Fernando ainda atuava pelo Spartak Moscou. Contratado para trabalhar como motorista da família, foi preso por desembarcar no país portando duas caixas de Mytedom 10mg (cloridrato de metadona), medicamento utilizado para conter fortes dores, que é legalizado no Brasil, mas proibido na Rússia.

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  • A entrada no país com a substância gerou a prisão de Robson por tentativa de contrabando, com pena mínima de 15 anos e até a possibilidade de prisão perpétua. Ele alega que o medicamento era destinado ao sogro do atleta, William Faria, versão primeiramente negada por Fernando e depois confirmada.

    Fernando, durante sua passagem pelo Spartak, de Moscou Sergei Fadeichev/Getty Images

    Diante da péssima repercussão do fato, Fernando também se manifestou recentemente pedindo ajuda ao governo brasileiro. O atleta se disse vítima de mentiras e boatos sobre a sua conduta.  “Estou fazendo o que está ao meu alcance para ajudar o Robson a provar sua inocência, mas a questão é extremamente complexa e precisa de um envolvimento, de uma força maior, no caso a do governo brasileiro”.

    Nesta terça-feira, o jogador com passagem pela seleção brasileira disse ter conversado com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e também com o próprio Bolsonaro sobre o caso. “O presidente reforçou que se trata de questão diplomática muito complicada, mas que vai tentar ajudar da melhor forma possível. Me coloquei à disposição para seguir colaborando no que for necessário e estou confiante de que todas essas ações que estamos realizando em conjunto ajudarão o Robson a provar sua inocência”, escreveu.

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