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Advogado acusa demora em socorro a Maradona: ‘Idiotice criminosa’

Matías Morla relatou demora de 30 minutos para a chegada da ambulância, além de omissão no atendimento da equipe médica

Por Da Redação Atualizado em 22 dez 2020, 12h47 - Publicado em 26 nov 2020, 12h42

O advogado e amigo pessoal de Diego Armando Maradona, Matías Morla, questionou em sua conta de Instagram a demora no atendimento ao ex-jogador, vítima de uma parada cardiorrespiratória na tarde de quarta-feira, 25.

Morla cita que poderá iniciar uma investigação sobre o caso, criticando a falta de atenção da equipe médica disponível na casa em que Maradona se recuperava de uma cirurgia na cabeça, em Nordelta, na província de Tigre, na região norte da capital Buenos Aires.

“É inexplicável que durante 12 horas meu amigo não tenha tido a atenção por parte do pessoal de saúde dedicado a esses fins. A ambulância demorou mais de meia hora para chegar, o que foi uma idiotice criminosa”, escreveu.

Morla enfatizou ter mantido lealdade e companheirismo a Maradona até os últimos momentos do ídolo argentino em vida e que, por isso, deseja ir até as últimas consequências, citando como base palavras ditas pelo amigo: “Você é meu soldado, atue sem piedade”.

O Diário Olé publicou uma retrospectiva com as últimas horas de Maradona antes da morte. Ele tomou café da manhã, saiu para uma caminhada e, horas depois, voltou para a cama, como já fazia habitualmente. Quando foi ser chamado por sua enfermeira particular, foi encontrado desmaiado e iniciaram os chamados de socorro. De acordo com a publicação, nove ambulâncias chegaram ao local, algumas com atraso, mas outras de forma rápida.

No período em que esteve internado na clínica em Olivos para a retirada de um coágulo no lado esquerdo da cabeça, Maradona foi acompanhado até a alta pelo médico de confiança, Leopoldo Luque.

O corpo de de Maradona começou a ser velado às 6h desta quinta-feira, 26, na Casa Rosada, sede do governo da Argentina, no centro de Buenos Aires. Durante toda a madrugada, milhares de torcedores já aguardavam nas ruas entre o Obelisco e a Plaza de Mayo para se despedir do maior ícone do país.

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