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Acidente da Chapecoense será investigado em CPI no Senado

Comissão deve apurar, no prazo de 180 dias, a situação dos familiares das vítimas que ainda não receberam indenização

Por Da Redação - Atualizado em 12 dez 2019, 12h12 - Publicado em 12 dez 2019, 12h11

O Senado Federal anunciou na quarta-feira 11 que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) será instalada para apurar o acidente que matou 71 pessoas, incluindo quase todo o time da Chapecoense, além de dirigentes, jornalistas, convidados e tripulantes, em novembro de 2016, na Colômbia.

A “CPIChape”, como será chamada, promete ouvir seguradoras, companhias áreas e até mesmo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A medida foi um pedido do senador Jorginho Mello (PL-SC), que será o presidente da Comissão. O vice será o senador Dário Berger (MDB-SC), enquanto o senador Izalci Lucas (PSDB-DF) será o relator.

Com prazo de 180 dias, a CPI deve apurar, no prazo de 180 dias, a situação dos familiares das vítimas do acidente. Também será investigado o motivo dos familiares não terem recebido as devidas indenizações. “Esta CPI é um forma de chamar a atenção de todos para ajudar as famílias dos jogadores e da diretoria”, disse o presidente da Comissão.

Em 28 de novembro de 2016, o avião que levava o elenco da Chapecoense à final da Sul-Americana na Colômbia caiu a poucos quilômetros de Medellín, na Colômbia. Investigações apontaram que a queda do avião da companhia aérea LaMia foi causada por falta de combustível.

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No fim de setembro, o zagueiro Neto, um dos sobreviventes da tragédia, acompanhou um grupo de viúvas de vítimas fatais do acidente em protesto realizado em frente às sedes da corretora de seguros Aon e da seguradora Tokio Marine Kiln, em Londres, na Inglaterra. As empresas são responsáveis por emitir a apólice de seguro que permitia a operação da LaMia. A companhia aérea quebrou — o piloto Miguel Quiroga, que morreu no acidente, era um dos sócios da empresa —, e não existe patrimônio para arcar com as indenizações.

Em depoimento a VEJA, Neto contou que recebeu apenas 11% do valor de indenização ao qual considera ter direito. Segundo o atleta, que não voltou a atuar profissionalmente, os cálculos de reparação são complexos – pois levam em consideração diversos fatores como a idade da vítima, o salário que recebia à época, a projeção dos ganhos futuros na carreira, a idade dos filhos – e deveriam estar entre 8 milhões e 16 milhões de reais para cada família. O clube catarinense foi rebaixado neste ano à Série B do Brasileirão. 

(com Gazeta Press)

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