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A nova onda do velho CSA

Após um período de apatia, o ‘Azulão do Mutange’ está renascendo

Os anos 1990 foram marcantes para o CSA. Nesse período, o clube faturou sete campeonatos estaduais e, em 1999, realizou um feito inédito para o futebol alagoano ao participar da Copa Conmebol, competição precursora da atual Copa Sul-Americana, e se tornar a primeira e única equipe nordestina a disputar uma final internacional (frente ao Talleres de Córdoba, da Argentina).

No início da década seguinte os bons ventos mudaram de direção, para o ‘Azulão do Mutange’, nome do seu estádio, fundado em 1922, e que atualmente abriga seu Centro de Treinamento. O maior campeão de Alagoas conquistou apenas um estadual e sofreu dois rebaixamentos na competição (2003 e 2009). Nos últimos dois anos o clube nem mesmo conquistou vaga para a Copa do Nordeste e a Série D do Brasileirão, suspendendo suas atividades já no primeiro semestre por falta de calendário.

Mas os bons tempos podem estar voltando. A atual diretoria reformou o CT, incrementou o programa de sócio-torcedor e organizou as finanças. “O CSA vivia na ilegalidade, não podia nem ter uma conta bancária”, afirma o presidente Rafael Tenório, que renegociou as dívidas do clube para desbloquear as receitas na Justiça.

A equipe azulina fez uma campanha espetacular na primeira fase da competição, mantendo-se invicta e vencendo nove das dez partidas disputadas. Se continuar com esse desempenho, certamente conseguirá uma vaga na Série D. “Esse é o objetivo.

O título seria apenas a cereja do bolo”, diz o presidente. O dirigente revela que alguns jogadores têm contrato assinado até o final do ano, mesmo sem a certeza de que o CSA terá calendário além do estadual. “Fiz isso para atrair bons nomes para o elenco. Confio no meu projeto.”

Com a boa campanha no estadual, o clube disputará a série D deste ano no grupo 6, ao lado de Central-PE, Guarani de Juazeiro-CE e Parnahyba-PI.