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A Copa do Mundo dos recordes

Pênaltis, gols contra e feitos individuais: torneio de 2018 na Rússia contou com várias novas marcas históricas

Por Alexandre Senechal 14 jul 2018, 14h35

O Mundial da Rússia, que termina neste domingo, ficará marcado como a Copa do Mundo dos recordes. Desde as primeiras rodadas do torneio, diversas marcas – individuais e de seleções – foram quebradas ao longo das 63 partidas disputadas até agora.

Mesmo com muitos jogos finalizados com o placar de 1 a 0, o Mundial de 2018 foi o único da história em que todas as 32 seleções balançaram a rede pelo menos duas vezes. Recordes de gols não faltaram. Pela primeira vez, tivemos 37 partidas seguidas sem nenhum 0 a 0 no placar – marca quebrada no empate sem gols entre França e Dinamarca, na terceira rodada do Grupo C.

Por outro lado, nunca houve tantos gols contra. Foram 11 jogadores que marcaram contra sua própria baliza em 2018. O último deles foi do brasileiro Fernandinho na derrota por 2 a 1 para a Bélgica, que ajudou a eliminar a seleção de Tite da competição. Essa marca só aconteceu por causa de uma determinação da Fifa que considera o último desvio antes de a bola entrar para definir o autor do gol. Como vários chutes desviados foram parar nas redes, a Copa da Rússia quebrou com sobras o antigo recorde, pertencente ao Mundial de 1998, que teve 6 gols contra.

O efeito VAR (árbitro de vídeo) também foi sentido: nunca uma Copa do Mundo teve tantos pênaltis marcados, 28, contra os dezoito das edições de 1990, 1998 e 2002. Tudo isso no Mundial que teve a maior média de idade entre as 21 edições disputadas: quase 28 anos.

Recordes individuais

Vários jogadores colocaram seus nomes na história dos Mundiais. O melhor do mundo da temporada passada e maior candidato para ganhar a Bola de Ouro neste ano, Cristiano Ronaldo aparece em duas listas diferentes. Com os três gols sobre a Espanha na estreia de Portugal, se tornou o atleta mais velho a marcar três vezes em uma mesma partida de Mundial, com 33 anos e 130 dias. De quebra, juntou-se a Pelé, e aos alemães Uwe Seeler e Klose como os únicos que fizeram gols em quatro Copas diferentes.

  • O goleiro egípcio Essam El-Hadary também quebrou recordes por idade. Aos 45 anos e 161 dias, entrou em campo contra a Arábia Saudita e tornou-se o jogador mais velho a atuar em um Mundial – e também a vestir a tarja de capitão e a defender um pênalti. Tudo isso em sua primeira e última partida em Copas. O mexicano Rafa Márquez igualou-se ao seu compatriota Antonio Carbajal e ao alemão Lothar Matthäus com cinco participações – e o único a ser capitão em cinco edições diferentes, quando usou a tarja na derrota para o Brasil nas oitavas. Se o assunto é capitães, o da Inglaterra igualou um recorde de Maradona neste sábado. Harry Kane igualou os seis gols que o argentino fez usando a tarja.

    Também tem brasileiro na lista. O gol de Neymar de garantiu a vitória por 2 a 0 contra a Costa Rica, aos 52 minutos do segundo tempo, foi o mais tardio marcado na história – sem contar a prorrogação. O Brasil não conquistou o hexa, mas retomou a liderança na artilharia histórica com 229 gols marcados, contra 226 da Alemanha.

    Confira o Giro da Copa sobre todos recordes batidos na Rússia

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