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A consagração de Lionel Messi como ídolo argentino

Fim do jejum de 28 anos sem títulos da seleção revelou um novo lado do craque; a garra, a luta e o choro colocaram o camisa 10 nos braços do povo

Por Alexandre Senechal Atualizado em 11 jul 2021, 01h10 - Publicado em 11 jul 2021, 01h08

O árbitro uruguaio Esteban Ostojich apita o final de jogo. A Argentina vence o Brasil por 1 a 0 e conquista a Copa América 2021, seu primeiro título após 28 anos de espera. O capitão e camisa 10 cai de joelhos no gramado do Maracanã, com as mãos no rosto e já aos prantos. Os companheiros correm para abraça-lo e se juntam para joga-lo ao ar, como o herói de uma geração até então sem conquistas.

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O craque Lionel Messi finalmente conseguiu realizar o que ele mesmo cansou de chamar de “maior sonho”: levantar uma taça com a camisa albiceleste. E ele conseguiu. No mesmo palco em que teve talvez sua maior decepção da carreira. Em 2014, viu a Alemanha comemorar o título sobre a sua Argentina na final da Copa do Mundo.

Não foi a atuação mais brilhante de Messi. Nem o melhor torneio que ele disputou – apesar de ter encerrado a competição como o artilheiro, com quatro gols, ao lado do colombiano Luis Díaz. Mas, sem sombra de dúvidas, foi o torneio em que ele foi mais argentino. O camisa 10 brigou em campo, correu para marcar, deu carrinho e quase acertou um pontapé em Neymar já nos últimos momentos do jogo para evitar um contra-ataque. Foi menos brilhante, mas mais representante de seu povo.

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O capitão da Argentina Lionel Messi beija a taça da Copa América, após a vitória por 1 a 0 na final da competição, no Maracanã – 10/7/2021 – Alexandre Schneider/Getty Images

O herói da partida, Ángel Di María, contou como foram os momentos logo após o apito final no Maracanã. “Leo me agradecia. E eu agradecia a ele. Dizia que era a revanche pelas outras finais”. Desde 1993, no último título conquistado pela Argentina na Copa América, a equipe chegou em sete decisões. Perdeu quatro torneios continentais – dois para o Brasil e dois para o Chile –, duas Copas das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

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As reportagens nas ruas de Buenos Aires mostravam a alegria pela quebra do jejum e pela vitória de Messi. Vários torcedores revelaram que estavam mais felizes pelo craque ter conquistado um título com a camisa da seleção do que com o título da Copa América em si – a preocupação nas imagens é apenas a enorme aglomeração em torno do Obelisco por conta da pandemia do novo Covid-19.

Em entrevista a ESPN Brasil após o jogo, o técnico Lionel Scaloni falou que o craque não precisava de uma taça para ser o melhor. “Vocês que são brasileiros, pergunto para todos vocês: o Messi precisa ganhar uma Copa para ser o maior de todos? Não tenho dúvidas que não precisa. Ele sempre mostrou isso. Para mim, não ia mudar nada.”, disse sem deixar claro se ele seria o melhor do futebol atual ou o melhor de todos os tempos.

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