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A Bélgica sabe reagir, Brasil

Japoneses fazem dois gols, mas 'ótima geração' busca a virada e encara a seleção brasileira nas quartas

Por Fernando Beagá Atualizado em 2 jul 2018, 17h48 - Publicado em 2 jul 2018, 17h34

Não foi somente o México que se propôs a jogar futebol nesta segunda-feira. O Japão também não se limitou a defender e esteve próximo de uma inédita vaga em quartas de final de Copa do Mundo. A torcida brasileira chegou a sonhar com a qualificada Bélgica fora do caminho para o hexa, mas a ‘ótima geração’ mostrou poder de reação. Com novas armas, inclusive. Além dos passes em velocidade, o jogo aéreo foi fundamental para a vitória por 3 a 2 sobre os japoneses. Mais elementos para Tite e sua comissão técnica estudarem para o confronto da próxima sexta-feira.

O primeiro tempo seguiu a tendência do melhor time (a Bélgica) trabalhando a bola sem criar muitas situações efetivas — e exposto a reações. O Japão arriscou com Kagawa logo no primeiro minuto e as melhores jogadas do outro lado, buscando Lukaku, foram travadas pela defesa japonesa. Àquela altura, a partida parecia sob controle belga, como se a vitória fosse questão de tempo.

Tabela completa de jogos da Copa do Mundo 2018

Não foi por soberba, entretanto, que a ‘ótima geração belga’ sofreu o primeiro gol, logo aos três minutos do segundo tempo. A cobertura do zagueiro-esquerdo Vertonghen às descidas de Carrasco é que falhou e oportunizou o chute de Haraguchi. A bela finalização de Inui, no segundo gol, não é novidade para quem o viu contra Senegal.

A torcida brasileira já esfregava as mãos, mas o técnico Roberto Martínez lançou à partida os responsáveis pela reação: Fellaini e Chadli. A reação começou com Vertonghen, que minimizou sua falha no primeiro gol, aos 24. Cinco minutos depois, a normalidade se refez em Kazan, com o gol de cabeça de Fellaini.

O Japão não se abateu a ponto de recuar, pelo contrário. A partida tornou-se franca, o famoso ‘lá e cá’, divertidíssima para quem assistia, à exceção de belgas e japoneses, sofrendo a cada defesa de seus goleiros — Courtois e Kawashima protagonizaram os minutos finais. De uma ação do guarda-redes belga saiu o escanteio, e da sequência do lance um contra-ataque velocíssimo, conduzido por De Bruyne, que encontrou Meunier pela direita. A zaga nipônica perseguiu Lukaku, mas foi Chadli, de surpresa, quem definiu o adversário do Brasil. Quem queria se divertir mais um pouco, com prorrogação e pênaltis, teve que aplaudir a reação belga.

Ponto alto

Ainda atônitos pela derrota no último lance, os japoneses se refizeram para reverenciar sua torcida. Depois do vexaminoso antijogo no fechamento do Grupo H, despediram-se da Rússia de forma honrosa.

Ponto baixo

O lado esquerdo da defesa belga esteve vulnerável, no mesmo dia em que o ataque brasileiro funcionou pela direita, com Willian bem contra o México. Será o caminho canarinho para as semifinais?

Nas quartas

A Bélgica enfrenta o Brasil na sexta-feira, 6 de julho, às 15h, em Kazan.

Ficha do jogo

Bélgica 3 x 2 Japão
Local: Arena Rostov. Árbitro: Malang Diedhiou (SEN). Público: 41.466. Gols: Haraguchi, aos 3, Inui, aos 7, Vertonghen, aos 24, Fellaini, aos 29, Chadli, aos 49 do segundo tempo.
Bélgica: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Meunier, Witsel, De Bruyne e Carrasco (Chadli); Mertens (Fellaini), Lukaku e Hazard. Técnico: Roberto Martínez.
Japão: Kawashima; Sakai, Yoshida, Shoji e Nagatomo; Hasebe e Shibasaki (Yamaguchi); Haraguchi (Honda), Kagawa e Inui; Osako. Técnico: Akira Nishino.

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