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Técnicos de velocista da Belarus foram expulsos dos Jogos de Tóquio

Arthur Shumak e Yuri Moisevich tiveram as credenciais confiscadas e deixaram a Vila Olímpica

Por Da Redação Atualizado em 6 ago 2021, 17h25 - Publicado em 6 ago 2021, 17h23

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta sexta-feira, 6, que dois técnicos do atletismo de Belarus foram expulsos dos Jogos Olímpicos de Tóquio por tentar repatriar a força a velocista Krystsina Tsimanouskaya no último fim de semana. Arthur Shumak e Yuri Moisevich já tiveram as credenciais confiscadas e deixaram a Vila Olímpica.

Na nota oficial, o órgão afirma que “será dada a oportunidade para que ambos sejam ouvidos” na investigação sobre o caso Tsimanouskaya. A expulsão, continua o comunicado, foi realizada “no interesse do bem-estar dos atletas” que ainda estão em Tóquio.

A confusão virou um grande problema diplomático dentro dos Jogos. No sábado, a velocista dos cem e duzentos metros usou suas redes sociais para criticar os treinadores, que a inscreveram, sem ela saber, na prova do revezamento quatro por quatrocentos metros. A corredora afirmou que não tinha nenhum problema em disputar a categoria, mas não concordava com a forma como a escolha foi feita.

Na manhã do domingo, Tsimanouskaya foi acordada pelos técnicos, que mandaram-na fazer as malas para voltar para Minsk. Ao chegar no aeroporto, ela informou à polícia o que estava ocorrendo e se negou a embarcar. A Polônia, então, entrou no caso e ofereceu asilo para a atleta, que passou a noite na sede do consulado do país em Tóquio. No dia 2 de agosto, a corredora a aceitou a concessão do visto humanitário polonês e foi para Varsóvia. Em entrevista à emissora britânica “BBC”, Tsimanouskaya relatou que sua avó a orientou a “não voltar ao país”.

A velocista é uma das atletas que se manifestou publicamente contra o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, considerado o “último ditador da Europa” por estar no poder desde 1994. Nas eleições de agosto do ano passado houve inúmeras denúncias de fraudes, mas o mandatário se manteve no poder. O Comitê Olímpico de Belarus já estava na mira do COI porque elegeu o filho do presidente, Viktor Lukashenko, como seu líder.

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