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Zoológico nos EUA defende decisão de matar gorila

Diretor do local afirmou que a ação foi tomada para garantir a segurança da criança de 4 anos que havia caído na jaula: 'Você não pode assumir os riscos com um gorila adulto'

Por Da Redação - 31 Maio 2016, 00h30

Alvo de críticas de ativistas, o zoológico de Cincinnati, nos Estados Unidos, defendeu nesta segunda-feira a decisão de matar a tiros um gorila para garantir a segurança de um menino de 4 anos que havia caído em sua jaula.

“A vida daquela criança estava em perigo, e as pessoas que questionam isso não entendem que você não pode assumir os riscos com um gorila adulto”, disse o diretor do Cincinnati Zoo & Botanical Gardens, Thane Maynard, em uma entrevista coletiva nesta segunda.

O caso aconteceu no último sábado. O menino passou por uma barreira e caiu de uma altura de cerca de quatro metros dentro do poço que cerca o habitat, onde Harambe, um gorila macho de 181 quilos, o agarrou. A criança ficou por cerca de 10 minutos na jaula, sendo arrastada e puxada pelo animal, até os tratadores tomarem a decisão de atirar.

Maynard lamentou a morte de Harambe, que era de uma espécie ameaçada – a dos gorilas das planícies ocidentais -, mas reiterou o apoio à ação. “Olhando para trás, tomaríamos a mesma decisão. O gorila estava claramente agitado.”

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O diretor do zoológico acrescentou que o gorila era cerca de seis vezes mais forte que um homem e que usar dardos tranquilizantes não era uma opção. Segundo Maynard, os dardos deixariam Harambe ainda mais agitado e colocariam em risco a criança.

Críticas – Defensores dos animais, no entanto, criticaram o zoológico e os pais da criança. “O cativeiro deveria estar cercado por uma segunda barreira para prevenir isso”, afirmou no Twitter a ONG americana Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais). O grupo também declarou que casos como esse são “o motivo de a Peta urgir às famílias que fiquem longe de qualquer estabelecimento que exibe animais como espetáculos para os humanos”.

No site de abaixo-assinados Change.org, mais de 200 mil pessoas já assinaram petições protestando contra a morte do gorila, muitas delas pedindo a responsabilização judicial dos pais do garoto. O abaixo-assinado mais popular, “Justiça para Harambe”, pede que a polícia atue no caso e que serviços de proteção à criança investiguem o lar do menino para evitar “novos incidentes por negligência”.

(Com Reuters e AFP)

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