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William é críticado por relacionar população da África e crise ambiental

Príncipe diz que o aumento da população põe em risco a vida selvagem no continente e foi alvo de críticas

Por Da Redação Atualizado em 25 nov 2021, 12h57 - Publicado em 25 nov 2021, 12h48

Príncipe William recebeu críticas na última terça-feira, 23, depois de afirmar que o crescimento populacional na África está colocando a vida selvagem do continente em risco. 

A fala ocorreu durante o Tusk Conservation Awards, que premia líderes africanos em conservação de florestas, em Londres.

Durante o discurso, William disse que a pressão crescente sobre a vida e espaços selvagens causada pelo aumento da população apresenta um enorme desafio para os que protegem o meio ambiente. 

“É incontestável que o mundo natural seja protegido não apenas por sua contribuição para as nossas economias, empregos e meios de subsistência, mas também para a saúde, o bem-estar e o futuro da humanidade”, completou ele.

Essa não é a primeira vez que o príncipe, segundo na linha de sucessão ao trono, faz comentários desse tipo.

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Em 2017, durante a mesma premiação, William já havia dito que o crescimento populacional põe em risco o futuro da vida selvagem.

Na ocasião, sua esposa, Kate Middleton, estava grávida do terceiro filho do casal, o que levou a críticas imediatas. 

O príncipe não escapou das críticas pelo comentário feito, principalmente pelo fato de que a densidade populacional africana é menor do que a de outros continentes como a Ásia e a Europa.

Outros críticos apontam para o fato de que os principais responsáveis pela degradação da vida selvagem na África foram os próprios países europeus e suas políticas neocolonialistas durante o início do século XX.

Em contrapartida, a Population Matters, instituição de caridade britânica que faz campanha contra o crescimento populacional, elogiou a fala de William e aproveitou para pedir aos habitantes do Reino Unido que tenham menos filhos. 

“O príncipe chama atenção corretamente para um problema da nossa sociedade. No entanto, não se pode negar a influência do alto consumo de países ricos, como o próprio Reino Unido, que desmatam sem precedentes para alimentar o gado de toda a Europa”, disse Robin Maynard, diretor da instituição, ao jornal britânico The Times.

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