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WikiLeaks vaza documentos de programa de espionagem da CIA

Os 8.761 arquivos pretendem expor os sistemas de espionagem cibernética da agência de inteligência americana

Por Da Redação Atualizado em 7 mar 2017, 18h32 - Publicado em 7 mar 2017, 13h57

O Wikileaks anunciou nesta terça-feira que obteve uma série de documentos sobre o programa secreto de espionagem cibernética da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos. Milhares de arquivos confidenciais já foram liberados pelo portal, no que definiram como “o maior vazamento de informações de inteligência da história”.

A autenticidade dos arquivos ainda não foi confirmada, mas especialistas que analisaram o material disseram que as informações pareciam legítimas e que a divulgação poderá abalar o serviço de inteligência dos Estados Unidos. A CIA se recusou a comentar o assunto

Esta primeira leva de documentos faz parte do que o Wikileaks está chamando de “Year Zero”, ou “Ano Zero” em português. O vazamento pretende expor os sistemas de espionagem cibernética, software maliciosos e outras armas digitais utilizadas pela agência de inteligência americana e compreende 8.761 documentos e arquivos.

  • Segundo o Wikileaks, os arquivos pareciam estar sendo distribuídos entre hackers e outros funcionários do governo de maneira não autorizada. Uma dessas pessoas forneceu ao portal partes do arquivo.

    O site explicou que, recentemente, “a CIA perdeu o controle sobre a maior parte de seu arsenal de espionagem cibernética, incluídos softwares maliciosos, vírus, cavalos de tróia, ataques de dia zero, sistemas de controle remoto de software malicioso e documentos associados”. Esta coleção de “milhões de códigos” dão a seu possuidor “a capacidade total de espionagem cibernética da CIA”, garantiu o Wikileaks em seu comunicado.

    O editor chefe do portal, o australiano Julian Assange, disse que o vazamento de hoje é “excepcional de uma perspectiva legal, política e jurídica”. Além disso, Assange denunciou que “há um grande risco de proliferação no desenvolvimento de armas cibernéticas”, que resulta da incapacidade das agências de segurança para controlá-las, uma vez que estas as criaram e por seu “alto valor de mercado”.

    Assange está asilado desde 2012 na embaixada equatoriana em Londres para evitar ser entregue à Suécia, que lhe reivindica para esclarecer seu suposto envolvimento em um caso de estupro.

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