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WikiLeaks alerta para futuros vazamentos envolvendo Hillary

De acordo com o ativista Julian Assange, milhares de e-mails de Hillary Clinton serão divulgados antes das eleições de 8 de novembro

Por Da redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h00 - Publicado em 25 ago 2016, 17h34

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, alertou que divulgará novos e-mails envolvendo a candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton. Em entrevista à rede de televisão Fox News na quarta-feira, Assange afirmou que são “milhares de páginas de materiais” que podem ser significativos para a eleição americana.

De acordo com o ativista, que está abrigado na embaixada do Equador em Londres, o WikiLeaks está correndo contra o tempo para analisar uma série de documentos relacionados à campanha eleitoral. “Alguns têm ângulos bastante inesperados, que são muito interessantes, até divertidos”, disse.

Quando perguntado se o vazamento seria um divisor de águas para a corrida eleitoral, Assange afirmou que “depende de como incendiará o público e os meios de comunicação”. Segundo ele, as informações com certeza serão divulgadas antes das eleições de 8 de novembro.

Em julho, antes da Convenção Nacional Democrata (DNC), o WikiLeaks divulgou cerca de 20.000 e-mails recolhidos por hackers que teriam invadido as contas de sete líderes democratas. As mensagens mostraram que os membros supostamente neutros do partido estavam tentando minar a campanha do pré-candidato Bernie Sanders. O caso levou à renúncia da líder do Partido Democrata, Debbie Wasserman Schultz.

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“No caso dos vazamentos do DNC, por exemplo, os lançamos o mais rápido que pudemos para tentar fazer isso antes da Convenção Nacional Democrata, obviamente porque as pessoas têm o direito de saber em quem estão votando”, explicou Assange. “O mesmo ocorre aqui para o processo eleitoral dos Estados Unidos”, acrescentou.

Assange, de 45 anos, está há cinco anos na embaixada do Equador em Londres para evitar sua extradição à Suécia por acusações de crimes sexuais, que ele nega. Ele afirma que o pedido sueco é uma manobra para que ele seja entregue aos Estados Unidos, onde teme ser condenado por ter vazado cerca de 500.000 documentos confidenciais sobre o Iraque e Afeganistão, em 2010, além de 250.000 comunicados diplomáticos que constrangeram Washington.

(Com AFP)

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