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‘Washington Post’ denuncia esquema para desacreditar o jornal

Membro de organização conservadora que busca expor "distorções" na imprensa plantou história falsa sobre assédio sexual contra republicano

Por Da redação Atualizado em 29 nov 2017, 21h34 - Publicado em 29 nov 2017, 20h07

O jornal americano Washington Post descobriu um esquema armado por um grupo conservador para manchar sua imagem. Segundo a denúncia, uma mulher revelou a um jornalista do periódico que tinha sido abusada pelo candidato republicano ao Senado Roy Moore. A informação, porém, era falsa.

Segundo o Post, a mulher implantou a mentira de propósito para comprometer o jornal. Ela faria parte do Project Veritas, uma organização que usa histórias falsas e outros meios ilegais para expor o que define como “distorções” da imprensa.

A mulher procurou o jornal logo após a publicação da primeira matéria envolvendo Roy Moore e assédios sexuais. Ela então afirmou que o republicano a engravidou durante um relacionamento sexual quando ela tinha apenas 15 anos e que queria revelar o caso no jornal.

  • Porém, durante as investigações sobre o caso, o jornalista responsável descobriu que ela, na verdade, fazia parte do Project Veritas. Segundo o Post, a intenção da mulher era revelar a falsidade da história apenas depois da publicação no jornal, denunciando a falta de credibilidade da imprensa.

    “Sempre honramos nossos acordos de manter declarações em off, desde que haja boa fé”, disse o editor executivo do Washington Post, Martin Baron, após o caso. “Por causa do nosso rigor jornalístico usual não fomos enganados, e não podemos honrar um acordo para manter em off uma conversa quando a outra parte está claramente agindo de má fé.”

    O caso de Roy Moore ganhou grande repercussão nos Estados Unidos nas últimas semanas. O candidato ao Senado pelo Estado de Alabama foi acusado de abuso sexual de menores de idade por mulheres que teriam sido suas vítimas décadas atrás.

    Foi o próprio Washington Post que publicou primeiro as denúncias contra Moore, no início deste mês. O republicano nega as acusações.

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