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Washington: manifestantes marcham pelo controle de armas

Moradores de Newtown, palco do massacre em escola primária, em dezembro de 2012, que deixou 20 crianças mortas, eram esperados para o protesto

Por Da Redação 26 jan 2013, 17h04

Manifestantes realizam neste sábado, em Washington, uma marcha a favor do controle da venda de armas nos Estado Unidos. Moradores da cidade de Newtown, localizada no estado de Connecticut, palco do massacre em uma escola primária em dezembro de 2012, eram esperados para participar do protesto, ao lado de milhares de ativistas e políticos. O caso reacendeu o debate sobre a violência armada no país.

Os manifestantes se reuniram no espelho d’água do Capitólio e caminharam ao longo da Constitution Avenue em direção ao monumento de Washington. A marcha foi organizada pela diretora artística do Arena Stage de Washington, Molly Smith, e seu parceiro – que foram motivados pelo massacre em 14 de dezembro que matou 20 crianças e seis adultos na escola de Sandy Hook em Newtown.

O massacre galvanizou o debate sobre armas nos EUA e levou o presidente Barack Obama a propor medidas concretas para o controle das armas. O Congresso deve votar medidas como a exigência de comprovação de antecedentes criminais para todos os compradores de armas no país e a proibição de venda de armas de assalto (de uso militar) e de carregadores de alta capacidade, com mais de dez balas.

Senado – Na última quinta-feira, representantes do Senado americano apresentaram um projeto de lei para proibir as armas de assalto. O texto, apresentado pela democrata Dianne Feinstein, é uma versão melhorada da lei que proibiu, entre 1994 e 2004, a fabricação, a venda e a importação de armas de fogo semiautomáticas, fuzis ou pistolas de tipo militar, capazes de disparar dezenas de tiros em poucos segundos.

Entre os modelos que a lei proibiria estão o fuzil Bushmaster XM-15, usando em dezembro na escola de Newtown, os carregadores de 33 balas usados no massacre de Tucson (Arizona) em janeiro de 2011, e o rifle Smith & Wesson M&P15, usado pelo atirador no cinema de Aurora (Colorado), em julho de 2012. Porém, a probabilidade de que o projeto seja aprovado é escassa, devido à oposição de muitos legisladores republicanos.

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