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Walmart vai parar de vender fuzis e outras armas nos EUA

A rede varejista informou que a medida foi tomada após uma redução na demanda dos seus consumidores por armas e negou que seja uma decisão política

Por Da Redação 27 ago 2015, 15h01

A rede varejista Walmart anunciou nesta quinta-feira que deixará de vender fuzis automáticos e armas semiautomáticas em suas lojas nos Estados Unidos. De acordo com um porta-voz da empresa, os artefatos serão removidos das prateleiras em até duas semanas. O anúncio chega um dia depois do assassinato de uma repórter e de um cinegrafista durante uma transmissão ao vivo no estado americano de Virginia.

Também ontem, um homem fantasiado de ‘Rambo’ matou duas pessoas na cidade de Sunset, na Louisiana. Diante dos acontecimentos, o presidente americano, Barack Obama, voltou a criticar a venda de armas no país e disse que é preciso um controle maior. “O número de pessoas que morrem nos Estados Unidos por causa de armas de fogo é muito superior às vítimas do terrorismo. Estou com o coração dilacerado”, disse o chefe de Estado.

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Maior vendedor de armas e munições dos EUA, o Walmart, porém, negou que seja uma decisão política e ressaltou que a companhia já tinha discutido alterar seu modelo de comercialização há meses, diante de uma redução da demanda. “É parecido com o que fazemos com qualquer produto, apesar desse caso chamar um pouco mais de atenção. Mas é o mesmo processo”, comentou Kory Lundberg.

Nos últimos anos, acionistas do Walmart pressionaram os executivos da empresa a reconsiderarem a política de venda de alguns produtos, entre eles o rifle Bushmaster AR-15, usado em massacres como o da escola Sandy Hook, em Connecticut, e o do cinema de Aurora, no Colorado.

Mas, de forma geral, as vendas de armas nos Estados Unidos ainda continuam em alta. O FBI conduziu 1.6 milhões de checagens de antecedentes criminais no mês de julho, relacionadas a todas as vendas de armas. Essa verificação de antecedentes não são indicadores diretos para análise das vendas de armas, já que não são obrigatórios em algumas feiras ou em vendas entre duas pessoas, mas servem para analisar o comportamento do mercado.

(Com ANSA Brasil)

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