Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Vulcão Galeras entra em erupção na Colômbia

Incidente provoca retirada de milhares no sudoeste do país

“Ninguém pode prever o que pode acontecer, mas devemos lembrar população de que estamos em alerta vermelho”, ressaltou nesta quarta o ministro do Interior e Justiça, Germán Vargas Lleras

O vulcão colombiano Galeras, situado no departamento de Nariño (sudoeste do país), entrou em erupção nesta quarta-feira ao lançar uma coluna de gases e cinzas. As autoridades declararam alerta máximo, mas por enquanto não foram registradas vítimas nem danos.

A erupção ocorreu por volta das 4h local (6h de Brasília), segundo o Instituto Colombiano de Geologia e Mineração (Ingeominas). Agora, o vulcão está liberando fumaça e cinzas.

O governo fez um apelo às mais de 8.000 pessoas que estão na área de influência do vulcão para que abandonem imediatamente suas casas e sigam para albergues habilitados. As autoridades declararam alerta vermelho (máximo), porque teme que se possa produzir outra erupção mais forte nas próximas horas.

O Galeras, um dos maiores vulcões em atividade na Colômbia, está situado a cerca de 700 quilômetros ao sudoeste de Bogotá, tem altura de 4.276 metros acima do nível do mar e, nos últimos anos, registrou dezenas de eruções. Desde 2005 o governo vem tentando retirar definitivamente a população da zona, por temer uma erupção de grandes proporções. Porém,os habitantes da região se negam a sair.

A reativação do Galeras iniciou na manhã de sexta-feira passada e, desde então, foram sentidos quatro tremores de terra significativos dentro do chamado “enxame de tremores” produzidos, de acordo com a Rede Sismológica Nacional.

“O vulcão continua jorrando um material. O difícil é pedir às pessoas a se deslocarem aos nove albergues disponíveis. Ninguém pode prever o que pode acontecer, mas devemos lembrar população de que estamos em alerta vermelho”, ressaltou nesta quarta o ministro do Interior e Justiça, Germán Vargas Lleras.

Fontes da Cruz Vermelha em Nariño indicaram que não chegam a 300 as pessoas evacuadas até agora das zonas de risco.

(Com agência EFE)