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Voo MH17 foi derrubado por ‘objetos externos’, diz relatório

Investigação dos peritos holandeses concluiu que 'não há evidências de falhas técnicas ou humanas' no desastre aéreo que matou 298 pessoas na Ucrânia

Por Da Redação 9 set 2014, 06h59

O voo MH17 da Malaysia Airlines caiu no leste ucraniano após ser atingido por um grande número de objetos externos, aponta um relatório preliminar de especialistas holandeses divulgado nesta terça-feira. O Boeing 777 fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur quando caiu no território dos separatistas pró-russos na Ucrânia em 17 de julho. Todas as 298 pessoas a bordo morreram. Segundo informações dos Estados Unidos e da Otan, o Boeing 777 foi abatido por um míssil disparado de uma área controlada pelos rebeldes. O governo de Kiev e o Ocidente acusam a Rússia de ter fornecido o equipamento militar que foi usado na derrubada do avião civil.

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Causas – O relatório compilado pela Junta de Segurança da Holanda, que investiga o desastre, concluiu que “não há evidências de falhas técnicas ou humanas” como causas para a tragédia. Os peritos indicaram que o avião se despedaçou no ar como resultado de “danos estruturais provocados por um grande número de objetos em alta velocidade que perfuraram a aeronave pelo lado de fora”. O áudio da tripulação não mostrou nenhum sinal de alerta, acrescentou o documento. Um analista ouvido pela rede britânica BBC afirmou que os dados são compatíveis com a derrubada de um avião por um míssel terra-ar BUK, que explode perto do alvo e o atinge com estilhaços.

Os investigadores holandeses usaram dados da caixa-preta e do controle de tráfego aéreo, além de imagens de satélite e do local do desastre, para produzir o relatório preliminar. Os especialistas apontaram que “não há sinais de manipulação” na caixa-preta – uma preocupação da Ucrânia e das potências ocidentais, já que a área da queda é controlada pelos separatistas, os principais suspeitos de terem derrubado o Boeing.

O relatório definitivo sobre o desastre com o voo MH17 deve ser publicado em um prazo máximo de um ano desde o acidente. A Junta de Segurança da Holanda disse que ainda são necessárias “mais investigações” nos próximos meses. A Organização da Aviação Civil Internacional fixa em seu protocolo de investigações sobre acidentes aéreos um prazo de 30 dias para a apresentação das conclusões preliminares. O atraso na divulgação do relatório preliminar do MH17, publicado quase dois meses do acidente, se explica pelos vários obstáculos encontrados pelos especialistas durante a investigação em uma área de conflito.

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