Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Vladimir Putin estuda atacar EI sem os Estados Unidos

O presidente russo deve se encontrar com Barack Obama na próxima segunda-feira para debater a proposta russa de ataques conjuntos

Por Da Redação 24 set 2015, 18h39

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pretende lançar ataques aéreos de forma independente contra o grupo jidahista Estado Islâmico se os Estados Unidos rechaçarem suas propostas de ações conjuntas. A iniciativa deve ser debatida entre Putin e o presidente Barack Obama em uma reunião na próxima segunda-feira, dia 28, em paralelo à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

De acordo com fontes do Kremlin e do Ministério de Defesa russo citadas pela agência Bloomberg, porém, Washington já teria descartado ataques coordenados ao lado de Rússia, Irã e o exército sírio. Obama aceitou reunir-se com Putin porque rejeitar o diálogo solicitado pelo presidente russo seria “irresponsável” ante a situação atual na Síria e na Ucrânia, segundo uma autoridade da administração americana.

Leia também:

Coalizão que combate EI completa 1 ano; mais de 3.000 terroristas morreram no período

Em encontro com Netanyahu, Putin diz que forças sírias não pretendem atacar Israel

Desertores do Estado Islâmico estão fartos de matar muçulmanos

Apesar das intenções russas de discutir os ataques contra o grupo terrorista, é provável que o foco do presidente americano seja outro. “O presidente Obama vai aproveitar esse encontro para discutir sobre a Ucrânia. Essa será a mensagem principal deste engajamento bilateral”, afirmou uma autoridade que não quis ser identificada.

Resposta – O EI, por sua vez, ameaçou “cortar as cabeças dos soldados russos” que forem enviados à Síria. A declaração foi feita por um representante jihadista ao Observatório Nacional pelos Direitos Humanos da Síria (Ondus). “A chegada dos russos aos países do EI é um verdadeiro pedido do Califado. Nossos soldados não veem a hora de encontrar os soldados russos para cortar seus pescoços e recolher suas cabeças”, disse. Recentemente, Moscou estendeu sua presença militar no norte e no sul da cidade síria de Latakia, com a construção de uma base militar.

(Da redação)

Continua após a publicidade
Publicidade