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Viúva apresentará denúncia de envenenamento de Arafat

Suha Arafat fará denúncia formal à justiça Francesa. Restos mortais do ex-líder palestino serão exumados

Por Da Redação - 15 jul 2012, 09h17

A viúva de Yasser Arafat decidiu apresentar à justiça francesa uma denúncia por envenenamento, informou seu advogado, Marc Bonnant, neste domingo. Suha Arafat tomou a decisão depois que um documentário da rede de televisão Al-Jazeera informou, na semana passada, que uma quantidade anormal de uma substância radioativa altamente tóxica chamada polônio foi encontrada nos objetos pessoais do ex-líder palestino. Arafat morreu no dia 11 de novembro de 2004 em um hospital militar francês perto de Paris.”Estamos trabalhando na elaboração da denúncia penal, que será apresentada no prazo de um mês”, informou Bonnant em entrevista ao jornal suíço Le Matin Dimanche. O advogado disse ainda que a queixa será apresentada em Paris, e será uma denúncia contra “autor desconhecido” pela acusação de “envenenamento”.

A tese do envenenamento é antiga, mas ganhou novo impulso na semana passada após a exibição do documentário na rede de televisão Al-Jazeera. Na reportagem, o diretor do Institute for Radiation Physics de Lausanne, na Suíça, François Bochud, confirma que foi encontrada “uma quantidade anormal de polônio” nas amostras biológicas extraídas dos objetos pessoais de Arafat. , encontrou nelas “uma quantidade anormal de polônio”. Para que seja confirmado o envenenamento, porém, será necessária a exumação dos restos mortais de Arafat, que estão em um mausoléu na presidência palestina em Ramallah. O presidente palestino, Mahmud Abbas, e a viúva Suha Arafat já deram sua aprovação para a exumação.

Mesmo que o evenenamento seja provado, será muito difícil descobrir os autores do crime. A descoberta, provavelmente, servirá apenas para conturbar ainda mais a relação entre Palestina e Israel. Na lista de suspeitos, o eterno inimigo dos palestinos já figura no primeiro lugar. Na última quinta-feira, o sobrinho de Yasser Arafat, Nasser al-Qidwa, acusou publicamente o país vizinho pelo envenenamento. E exigiu que “os responsáveis por este assassinato sejam julgados”.

O polônio é uma substância radioativa altamente tóxica, que serviu em 2006 em Londres para envenenar Alexandre Litvinenko, um ex-espião russo que havia se convertido em opositor ao presidente Vladimir Putin.

(Com agência France-Presse)

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