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Vítimas de pedofilia pressionam arcebispado alemão antes da chegada do Papa a Berlim

Associação apresentou uma acusação contra Bento XVI ante o Tribunal Penal Internacional

Por Da Redação - 14 set 2011, 15h34

Uma associação de vítimas de sacerdotes católicos pedófilos de Berlim pediu nesta quarta-feira, oito dias antes da chegada do Papa, que o arcebispado da capital alemã envie os registros em sua posse ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Na terça-feira, a SNAP, associação de vítimas de pedofilia fundada nos Estados Unidos, apresentou uma acusação contra Bento XVI “por crimes contra a humanidade” perante o Tribunal Penal Internacional, uma ação essencialmente simbólica. Segundo os especialistas, esta diligência, que não corresponde a um processo, não tem nenhuma possibilidade de chegar ao fim.

Pedido – A SNAP fez o pedido ao arcebispado durante uma coletiva de imprensa organizada em uma rua atrás da catedral de Santa Edwiges, no centro da capital alemã. “Na época, o arcebispo Ratzinger deixou indefesas em Munique crianças como eu nas mãos de criminosos, como o padre Peter H. É grave. Espero que o Papa compreenda que deve mudar sua política para proteger as crianças”, declarou Wilfried Fessellmann, membro da associação. Fessellmann foi vítima de um padre pedófilo quando tinha 11 anos, e já escreveu ao Papa em várias ocasiões. Ele também pediu para ser recebido por ele durante sua visita a Berlim.

“A SNAP quer conseguir que nem uma criança sequer seja vítima de abusos sexuais ou de estupros cometidos por um padre”, disse a presidente da associação, Barbara Blaine, ao mesmo tempo em que mostrava fotos das vítimas. A organização prepara uma manifestação junto com outras associações durante a visita à Alemanha de Bento XVI, que estará no país de 22 a 25 de setembro.

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TPI – Já o procurador do TPI só pode iniciar uma investigação contra o Papa a pedido de um estado que tenha ratificado o Estatuto de Roma (que fundou o TPI), do Conselho de Segurança das Nações Unidas ou por iniciativa própria. Ele não investiga as pessoas, mas os crimes.

Acervo Digital: Escândalos de abusos sexuais que abalaram a Igreja Católica

(Com agência France-Presse)

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