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Violência na Síria mata mais de 50 nesta terça-feira

Cairo, 26 jun (EFE).- Mais de 50 pessoas morreram nesta terça-feira em diversos atos de violência na Síria, cerca de metade deles nos arredores da capital, informaram grupos opositores e de direitos humanos.

Os militantes dos Comitês de Coordenação Local declararam em comunicado que pelo menos 56 pessoas perderam a vida no país, 20 delas em áreas próximas à capital.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos elevou para 59 o número registrado de mortos e confirmou que os bombardeios do Exército causaram a morte de 14 pessoas na cidade de Hameh, nas imediações de Damasco. Perto dali, em Qadsaya, 11 pessoas morreram em combates entre as forças sírias e os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS), acrescentou o Observatório.

Os enfrentamentos aconteceram perto de um dos palácios presidenciais, situado na estrada que une os subúrbios de Qadsaya e Al Hama à Praça dos Omíadas, em pleno centro da capital.

Além disso, pelo menos seis pessoas morreram na cidade de Homs e outras seis na de Deir Zur, locais que voltaram a ser palcos de bombardeios das forças do regime sírio.

Com a onda de violência sem tréguas, pelo menos 200 soldados das Forças Armadas sírias desertaram nesta terça-feira na província de Idlib, perto da fronteira com a Turquia, informou o conselheiro de comunicação do ELS, Fahd Al-Masri.

A agência de notícias oficial síria ‘Sana’, por sua vez, informou que dezenas de ‘terroristas’ morreram nesta terça-feira em confrontos entre as autoridades e ‘grupos armados’ em Al Hama.

As informações não puderam ser checadas de forma independente devido às restrições impostas pelo regime de Bashar al Assad ao trabalho dos jornalistas.

Enquanto isso, a ONU decidiu manter a suspensão das operações dos observadores na Síria diante da continuidade da violência no país árabe, indicou nesta terça-feira ao Conselho de Segurança o subsecretário-geral para Operações de Paz das Nações Unidas, Hervé Ladsous.

O chefe dos Boinas Azuis afirmou que as condições na Síria ainda são ‘muito perigosas’ para os militares desarmados que integram a missão.

Após 16 meses de conflito, estima-se que tenham morrido mais de 15 mil pessoas na Síria, cerca de 230 mil tenham se deslocado internamente no país e mais de 60 mil tenham buscado refúgio em países limítrofes, segundo dados das Nações Unidas. EFE