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Violência na República Centro-Africana já deixou 600 mil refugiados

Comissão Europeia enviou hoje avião com kits básicos de artigos de primeira necessidade

Por Da Redação 28 dez 2013, 13h12

Cerca de 600.000 pessoas foram forçadas a deixar suas casas na República Centro-Africana (RCA) devido à violência dos enfrentamentos entre milícias, informou neste sábado a Comissão Europeia. Entre esses deslocados há 370.000 da capital, Bangui, onde os confrontos entre ex-rebeldes do grupo Seleka e as milícias de autodefesa denominadas ‘Antibalaka’ já deixaram 500 vítimas mortas desde 5 de dezembro.

Com a gravidade da situação, a Comissão Europeia enviou também neste sábado um avião de ajuda humanitária com 20.000 pacotes com artigos de primeira necessidade (como alimentos, medicamentos e objetos de higiene pessoal). “Centenas de milhares de cidadãos perderam suas casas e dependem de nossa ajuda imediata, estamos utilizando todos os veículos de imprensa que temos a nossa disposição”, assegurou no comunicado Kristalina Georgieva , delegada da Comissão Europeia para a Cooperação Internacional, Ajuda Humanitária e Resposta às Crises.

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A onda de violência começou no início do mês quando as milícias ‘Antibalaka’, cristãs e partidárias do ex-presidente François Bozizé, criaram caos em Bangui com disparos de artilharia pesada. O exército respondeu aos ataques apoiado por membros da minoria rebelde muçulmana Saleka, que derrubaram a Bozizé e empossaram seu líder, Michel Djotodia, presidente do país. (Continue lendo o texto)

República Sul Africana

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Os enfrentamentos entre as duas milícias, que deixaram cerca de mil de vítimas em todo o país, levaram a um conflito religioso em que os civis são atacados. As ações desses milicianos cristãos ocorreram antes que a ONU autorizasse a intervenção militar da França, junto a uma força africana, para restabelecer a ordem no país.

​​A República Centro-Africana está mergulhada no caos desde que a coalizão rebelde Seleka, majoritariamente muçulmana, derrubou o presidente François Bozizé em março. Um governo de transição liderado por Michel Djotodia perdeu o controle do país. Grupos rivais cristãos e muçulmanos travam desde então pesados confrontos. A guerra civil já provocou o êxodo de dezenas de milhares de pessoas para os países vizinhos.

(Com agência EFE)

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