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Violência deixa 35 mortos na Síria

A violência deixou 35 mortos nesta sexta-feira na Síria, incluindo 12 membros das forças de segurança e 23 civis, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os 12 membros das forças de segurança foram mortos em dois atentados praticados em Idleb (noroeste) e em Mazairib, perto de Deraa (sul), disse à AFP o presidente do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

Em Idleb, um atentado com carro-bomba contra um posto de controle das forças de segurança deixou seis mortos. E em Mazairib, desertores atacaram dois ônibus com soldados, deixando seis mortos e cinco feridos, explicou Rahmane, sem indicar os autores do primeiro atentado.

Enquanto isso, a repressão das forças de ordem deixou 23 mortos em várias grandes cidades, entre elas Alep, segunda maior do país, onde o Exército realiza uma grande ofensiva, anunciou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Doze civis morreram atacados pelas forças do regime de Bashar al-Assad em Naua, província de Deraa (sul), cinco em Alep (norte), quatro em Homs (centro), um em Hamurieh (perto de Damasco) e um em Hama (centro), indicou o OSDH em uma série de comunicados.

De acordo com o OSDH, foi a primeira vez que civis foram mortos em Alep pelas forças de segurança desde o início da revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad, em março de 2011.

O chefe da missão de observação da Liga Árabe na Síria, general Mohammed Ahmed Mustapha al-Dabi, declarou nesta sexta-feira que os episódios de violência registraram um forte aumento nos últimos três dias, particularmente em Homs, Hama e Idleb, no norte e no noroeste do país.

O OSDH havia indicado 62 mortos na quinta, sendo 43 civis, e 25 mortos, incluindo 15 civis, na quarta.