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Violência continua em Gaza, mas esforços para cessar-fogo se intensificam

Governo israelense informou ao Egito que está disposto a interromper sua campanha militar, segundo mídia internacional, após declarações similares do Hamas

Por Da Redação Atualizado em 20 Maio 2021, 14h49 - Publicado em 20 Maio 2021, 14h44

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou para esta quinta-feira, 20, uma reunião do Gabinete de Segurança do país, alimentando ainda mais os rumores sobre uma possível trégua na escalada de violência com o grupo Hamas. De acordo com a rede Al Jazeera, o governo israelense informou ao Egito, um dos mediadores, que está disposto a interromper sua campanha militar na Faixa de Gaza e o cessar-fogo poderia entrar em vigor já na sexta-feira.

Um funcionário de alto escalão do governo de Israel confirmou a reunião à Agência EFE, mas não sua hora exata nem o conteúdo a ser discutido.

Depois de 12 dias de escalada de violência, que deixaram 232 mortos em Gaza, incluindo 65 crianças e 39 mulheres, e 12 em cidades israelenses, um porta-voz do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, confirmou à agência EFE nesta quinta-feira que a trégua “provavelmente acontecerá em breve”.

Em outra reunião, um porta-voz da ala política do grupo chegou a afirmar que seria em “um ou dois dias”, mas que seriam necessários dez dias para colocar fim à violência em áreas da fronteira.

Os esforços para conversas para cessar-fogo têm sido mediados por países da região, como Egito e Jordânia, que têm interlocução com o Hamas. O grupo é considerado organização terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

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Até agora, Israel rejeitou a possibilidade de tréguas e Netanyahu expressou apoio na quarta-feira à continuação da operação até atingir seus objetivos para enfraquecer o Hamas, que governa o enclave. 

Mais cedo na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse em telefonema ao líder israelense que “esperava uma desaceleração significativa hoje no caminho para um cessar-fogo”. 

Em resposta ao apelo de Biden para diminuir a escalada, o porta-voz do Hamas, Hazem Qassam, disse que aqueles que buscam restaurar a calma devem “obrigar Israel a encerrar sua agressão em Jerusalém e o bombardeio de Gaza”, e então pode haver “espaço para falar” de restaurar a calma. O líder da Jihad Islâmica, outro grupo militante de Gaza, disse que as negociações políticas “continuam paralisadas”.

“O único caminho para a liberdade é proteger Jerusalém e as pessoas”, disse o chefe da Jihad Islâmica, Ziad Al-Nakhala.

Em um discurso televisionado nesta quarta-feira, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, acusou Israel de cometer “terrorismo de estado organizado e crimes de guerra” em Gaza, que são puníveis pelo direito internacional.

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