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Vinte palestinos e um soldado israelense morrem durante ofensiva terrestre em Gaza

Forças Armadas investigam se militar de Israel morreu por "fogo amigo"; militantes do Hamas continuam a disparar foguetes

Pelo menos vinte palestinos e um soldado israelense morreram nas primeiras horas da incursão terrestre de Israel na Faixa de Gaza, iniciada na quinta-feira à noite, informaram fontes oficiais. Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirma que as forças do país devem “ampliar” ainda mais a incursão ao longo desta sexta-feira.

Segundo um porta-voz do Exército, o soldado, de 20 anos, morreu ontem à noite na cidade de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza. Outros dois soldados ficaram feridos. A imprensa israelense relata que as Forças Armadas investigam se o soldado morreu por “fogo amigo”, atingido por engano pelos próprios israelenses.

Fontes médicas palestinas citadas pelo jornal Haaretz apontam que pelo menos vinte pessoas, entre eles uma criança de dois anos, morreram por causa da ação da artilharia e da aviação israelense nas primeiras horas da incursão.

Com essas mortes, sobre para 260 o número de palestinos mortos desde 8 de julho, data do início dos primeiros ataques aéreos israelenses contra Gaza. Além disso, mais de 2.000 palestinos ficaram feridos. Um cidadão israelense morreu com o lançamento de um foguete dos terroristas do Hamas.

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Alvos – Durante as primeiras horas de combate terrestre, as forças israelenses atacaram 103 posições do Hamas, entre elas mais de vinte plataformas de lançamento de foguetes e cerca de nove túneis, segundo o Exército, que definiu as operações como “bem-sucedidas”. O objetivo principal das tropas terrestres é destruir os túneis subterrâneos construídos pelo Hamas para contrabandear mercadorias e armas.

As milícias palestinas, por sua vez, dispararam 45 foguetes contra Israel, 25 dos quais caíram no território do país, sem causar danos e vítimas, enquanto os outros vinte foram interceptados pelo sistema antiaéreo Domo de Ferro.

A incursão terrestre israelense em Gaza começou após seis horas do cessar-fogo humanitário solicitado pela ONU. Ao final da trégua, os terroristas em Gaza dispararam mais de 100 projéteis contra Israel.

Desde então, o território palestino é cenário de fortes combates, principalmente no norte e no sul, e de intensos bombardeios da aviação, da artilharia e da Marinha de Guerra israelense. O posto de fronteira israelense de Erez, único ponto de passagem para pedestres, foi fechado.

Durante a manhã desta sexta-feira, as milícias continuaram a disparar foguetes contra o sul e o centro de Israel, enquanto o Exército israelense prosseguiu com os bombardeios sobre a Faixa

Reação – Logo depois do anúncio da invasão terrestre a Gaza, o Hamas advertiu que Israel vai pagar um “alto preço”. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, lamentou a operação terrestre, enquanto a França manifestou preocupação, ressaltando que “é essencial proteger as populações civis e evitar novas vítimas”.

O secretário americano de Estado, John Kerry, telefonou para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para destacar a necessidade “de se evitar uma nova escalada de violência” na Faixa de Gaza e “de se restaurar a trégua de 2012 o mais cedo possível”.

Kerry reforçou o compromisso de Washington “com a iniciativa egípcia” para uma trégua e destacou “a importância de que o Hamas aceite este plano assim que possível”.

Kerry reconheceu a ameaça e o direito de Israel de se defender, mas pediu uma operação precisa, que tenha como alvo apenas os túneis”, destacou o departamento de Estado.

(Com agências EFE, Reuters e France-Presse)