Vídeo: parede de castelo histórico de 400 anos desaba devido a terremoto no Japão
Muralha no Castelo de Kumamoto não resistiu aos tremores, que deixaram mais de 100 feridos e 'muitos mortos'
Parte da muralha de pedra centenária do Castelo de Kumamoto, um dos mais antigos do Japão, desabou nesta terça-feira, 28, por causa de um terremoto que atingiu o sudoeste do país. Vídeos que circulam na internet mostram o momento em que o paredão balança e destroços caem no chão.
A administração do monumento anunciou, em sua conta nas redes sociais, que o castelo vai fechar temporariamente para que equipes de segurança possam verificar os danos nas instalações e no parque ao redor do castelo. “Pedimos desculpas pelo transtorno causado àqueles que planejavam visitar, mas priorizamos a segurança dos visitantes acima de tudo”, diz o comunicado.
Confira o momento em que a muralha é atingida pelos tremores:
Essa não é a primeira vez que a estrutura sofre danos por causa de eventos climáticos. Em 2016, após fortes terremotos atingirem a região, trechos da mesma muralha de pedra desabaram para dentro do fosso do castelo. Mesmo com os reparos, o monumento continuou atraindo visitantes todos os anos, enquanto ainda estava sendo reformado e se recuperando dos danos sofridos.
Monumento histórico
O castelo foi construído pelo general Kato Kiyomasa e concluído em 1607. Desde então, o monumento serviu de “cenário para as histórias de diversos heróis importantes”, de acordo com a página oficial do ponto turístico.
A instalação é historicamente conhecida pelo Cerco ao Castelo de Kumamoto, ocorrido durante a Rebelião de Satsuma, em 1877. De dentro do monumento, 3.500 soldados resistiram ao ataque de 13.000 militares da cidade de Satsuma, segundo o site do castelo. “O Castelo de Kumamoto demonstrou, na prática e na fama, ser uma fortaleza invencível”, afirma o texto.
Terremoto em Kumamoto
Em coletiva de imprensa em Tóquio, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, disse que as autoridades ainda estavam avaliando a extensão total dos danos em Kumamoto, localizada a cerca de 90 km de Nagasaki, no sul do país.
“Já fomos informados de que há pessoas feridas. Ocorreram cortes de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e o desabamento de edificios”, disse Takaichi. “Peço a todos que tomem medidas para se proteger, incluindo a evacuação para um local seguro.”
Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de evacuação, e centenas de soldados foram mobilizados para ajudar nas operações de resgate, enquanto réplicas do tremor continuavam a ocorrer na região, situada na ilha de Kyushu, no sul do Japão – região onde vivem cerca de 13 milhões de pessoas.
Por ora, os maiores danos se concentram no Aeon Mall, maior shopping da prefeitura de Kumamoto, onde o segundo andar do edifício desabou na sequência de uma explosão. Não se sabe ao certo quantos ficaram ilhados lá, mas cerca de 20 a 30 funcionários estão desaparecidos, informaram os bombeiros, enquanto a polícia indicou que “um número considerável” de pessoas já são dadas como mortas no incidente, segundo a emissora TBS.
A agência de notícias Kyodo informou que um hospital na cidade de Yatsushiro recebeu cerca de 80 feridos em decorrência do terremoto; já o Hospital Geral de Uki recebeu 40, dez deles em estado grave. Além disso, várias pessoas estão desaparecidas após o desabamento de uma chaminé em uma fábrica da Nippon Paper Industries, nas proximidades do Aeon Mall, informou a emissora NHK.
Sabe-se que uma ponte rodoviária e pelo menos um outro edifício colapsaram, e cerca de 10 pessoas ficaram feridas em uma casa de repouso na cidade de Hikawa, mas sem gravidade, segundo a NHK.
O forte sismo atingiu o nível máximo (sete) na escala japonesa de intensidade sísmica, conhecida como “Shindo”. Um alerta de tsunami foi emitido depois do terremoto, abrangendo a vizinha Baía de Ariake, na costa oeste de Kumamoto, mas já foi suspenso.







