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Vídeo mostra capitão do Costa Concordia prestes a abandonar o navio

Ao lado de outras pessoas e com a embarcação já inclinada, Francesco Schettino aguarda bote salva-vidas em imagens apresentadas pela acusação no julgamento sobre a tragédia

Por Da Redação 3 dez 2014, 10h09

De terno e gravata, ao lado de várias outras pessoas, Francesco Schettino está parado perto da área de embarque em um bote salva-vidas, prestes a abandonar o navio de cruzeiro Costa Concordia, deixando para trás muitos dos que estavam a bordo da embarcação no dia da tragédia que deixou mais de 30 mortos, em 2012.

As imagens divulgadas pela imprensa italiana foram apresentadas pela acusação no julgamento em que Schettino é acusado de responsabilidade no acidente, ocorrido na ilha de Giglio, na Toscana.

O advogado de Schettino, Domenico Pepe, pediu à Corte que não aceite o vídeo, que considerou distorcido. O juiz responsável pelo caso, no entanto, determinou que o capitão pode ser questionado sobre o assunto, informou a rede americana CNN.

Na gravação, feita pelo corpo de bombeiros no dia 13 de janeiro de 2012, o barco aparece totalmente inclinado. Assim ficaria até uma operação de resgate ser iniciada em julho de 2014. A embarcação será desmontada em uma nova etapa que deverá durar aproximadamente dois anos e custar 80 milhões de dólares.

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Acusação – Com o vídeo, os promotores querem provar que o capitão fugiu do navio, desmentindo a tese de que teria “caído em um dos botes” em um movimento brusco da embarcação e que, por isso, não pôde coordenar a tarefa de salvamento dos passageiros a bordo, como alega a defesa.

Na noite do acidente, o comandante da capitania de Livorno, Gregorio De Falco, chamou várias vezes Schettino para que voltasse a bordo e informasse sobre a situação, mas o capitão não voltou e se refugiou em um hotel da ilha.

Entre as acusações que pesam sobre o capitão estão a de homicídio culposo (sem intenção) múltiplo, abandono da embarcação e de não ter informado imediatamente às autoridades portuárias sobre a colisão em um rochedo.

Desde ontem, Schettino está respondendo às perguntas da promotoria, que já adiantou que pedirá de 20 a 22 anos de reclusão. Durante o interrogatório de ontem, Schettino acusou seu segundo oficial de não ter lhe advertido sobre o risco de se aproximar da ilha – manobra que provou ser fatal.

Afirmou ainda que sua intenção era impressionar Antonello Tievoli, maitre do cruzeiro e cuja família é proveniente de Giglio, o amigo Mario Palombo, um ex-capitão que estava na ilha, e os milhares de passageiros do Costa Concordia.

O julgamento pelo naufrágio do cruzeiro diante da ilha do Giglio começou em julho de 2013 e Schettino é o único acusado, já que os outros fecharam acordos para cumprir penas entre um e dois anos de reclusão.

(Com agência EFE)

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