🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Vídeo: Ministro israelense se junta a extremistas judeus em invasão à mesquita de Al-Aqsa

Ultradireitista Itamar Ben-Gvir estava entre as mais de 3.000 pessoas na incursão ao local sagrado de Jerusalém onde acordo proíbe rituais judaicos

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jul 2026, 13h17 | Atualizado em 23 jul 2026, 14h04
Vídeo: Ministro israelense se junta a extremistas judeus em invasão à mesquita de Al-Aqsa Priorizar nos meus resultados Google

O ministro israelense da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben-Gvir, juntou-se a milhares de extremistas judeus que invadiram, nesta quinta-feira, 23, o complexo da mesquita de Al-Aqsa, o local sagrado mais sensível de Jerusalém. O santuário é conhecido pelos muçulmanos como Al-Haram al-Sharif e pelos judeus como Monte do Templo.

Escoltados por policiais armados, eles fizeram orações, agitaram a bandeira de Israel e cantaram o hino nacional em uma demonstração provocativa de poder que tomou partes do complexo próximas à mesquita e ao santuário do Domo da Rocha, que remonta ao século VII. Também juntou-se à multidão de 3.228 pessoas Amit Halevi, um deputado do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, segundo o jornal israelense Haaretz.

Sob um antigo acordo frágil, conhecido simplesmente como “status quo“, o local proíbe rezas por não muçulmanos. Ben-Gvir tem minado esse trato nos últimos anos por meio de uma série de visitas provocativas e de alterações unilaterais nas regras para visitantes judeus, incluindo a permissão para que realizem orações e levem material religioso impresso ao local. Nisso, foi apoiado por Netanyahu, que no início deste ano deu chancela à realização de rituais judaicos no complexo.

Continua após a publicidade

Em janeiro, o ministro da Segurança Nacional nomeou um aliado ideológico para chefiar a força policial de Jerusalém, facilitando o caminho para mudanças mais significativas. Em uma publicação nas redes sociais nesta quinta, Ben-Gvir escreveu que “há um progresso enorme aqui” e que os judeus que rezam no local “sentem-se como os donos”. Anteriormente, o ministro já havia declarado que desejava hastear a bandeira de Israel no complexo e construir uma sinagoga no local.

Status quo em xeque

Esta quinta-feira marcou o dia sagrado judaico de Tisha B’Av, que relembra a destruição — ocorrida no mesmo local — do Primeiro Templo (do século X a.C.) e do Segundo Templo (destruído pelos romanos no ano 70 d.C.). Durante a noite, antes da incursão a Al-Aqsa, milhares de judeus marcharam por áreas da Cidade Velha de Jerusalém próximas ao complexo; algumas atacaram palestinos e vandalizaram um cemitério muçulmano perto do Portão dos Leões, segundo o Haaretz. A polícia prendeu 16 suspeitos.

Alterações no acordo de status quo têm, historicamente, alimentado conflitos em Jerusalém e na Palestina, com repercussões em todo o mundo. Uma visita realizada no ano 2000 pelo então líder da oposição israelense, Ariel Sharon, desencadeou a segunda Intifada palestina, que durou cinco anos.

Continua após a publicidade

Além disso, o Hamas batizou de “Dilúvio de Al-Aqsa” o ataque a Israel em outubro de 2023, que matou 1.200 israelenses e deflagrou a guerra em Gaza, alegando ter sido provocado por violações israelenses na mesquita de Jerusalém.

Denúncias

As orações realizadas do lado de fora de Al-Aqsa e do Domo da Rocha constituem uma “provocação perigosa” por parte de extremistas que buscam incitar uma guerra religiosa, afirmou o grupo ativista israelense Peace Now em uma publicação no X (ex-Twitter), acrescentando que a incursão “violou diretamente o frágil status quo”.

“Essas práticas provocativas, provenientes dos mais altos escalões políticos do governo ocupante, buscam incendiar uma guerra religiosa em toda a região”, afirmou em nota o Ministério de Assuntos Religiosos e de Dotações da Palestina.

Continua após a publicidade

O Ministério das Relações Exteriores da Jordânia também condenou “veementemente” a invasão e instou a comunidade internacional a “adotar uma postura firme que obrigue Israel, na qualidade de potência ocupante, a cessar as violações contínuas contra os locais sagrados islâmicos e cristãos em Jerusalém”.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).