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Vídeo: drone russo caça comerciante ucraniano na rua e Zelensky denuncia ‘safári humano’

Kiev fala em 'crime de guerra' e 'estratégia russa deliberada' de atacar civis após polícia divulgar imagens de vendedor de verduras perseguido em Kherson

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 ago 2026, 11h43 | Atualizado em 4 ago 2026, 12h33
Vídeo: drone russo caça comerciante ucraniano na rua e Zelensky denuncia ‘safári humano’ Priorizar nos meus resultados Google

Autoridades ucranianas expressaram indignação, nesta terça-feira, 4, com um vídeo em que se vê um comerciante sendo perseguido na rua por um drone em Kherson, no sul do país. Figuras do governo denunciaram a cena como um “crime de guerra”, afirmando que atacar civis é uma “estratégia russa deliberada”.

As imagens, divulgadas pela polícia ucraniana, mostram o drone FPV (First Person View, pilotado remotamente) circulando um homem não identificado em torno de uma van, antes de explodir depois que ele mergulha para se proteger atrás do veículo. A polícia disse que o vendedor, de 50 anos, sobreviveu, mas sofreu uma concussão cerebral e ferimentos por estilhaços.

O governador regional, Olexander Prokudin, publicou posteriormente um vídeo do homem deitado em uma cama de hospital, que apresenta como Iuri, um vendedor de verduras.

“Mal tínhamos começado a expor (as verduras)… Minha esposa também estava lá. Ouvimos um zumbido”, contou Iuri, explicando que depois quis mostrar ao operador do drone que só transportava vegetais e não material militar. “Comecei a correr, bati em um veículo. Eu estava em sua trajetória, ele atacou e simplesmente caí”, detalhou.

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou os soldados russos de “sentirem prazer em matar e maltratar civis” e apelou aos aliados da Ucrânia a intensificar a pressão sobre Moscou.

“Todos os dias, os habitantes de Kherson enfrentam esses ‘safáris’ russos”, afirmou ele no X (ex-Twitter).

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O chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sybiha, que afirmou que o incidente ocorreu nesta terça, denunciou um “crime de guerra bárbaro cometido pela Rússia” e afirmou que “milhares de crimes semelhantes nunca vêm a público”.

“Trata-se de uma estratégia russa deliberada e sistemática. Eles sabem exatamente o que estão fazendo”, escreveu o chanceler nas redes sociais.

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Guerra se intensifica

A cidade de Kherson, que tinha 280.000 habitantes antes da guerra, esteve sob controle russo de março a novembro de 2022. As forças de Moscou, atualmente posicionadas na outra margem do rio Dnieper, que margeia a cidade, a atacam regularmente, especialmente com drones.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, os ataques se intensificaram em ambos os lados da frente, causando um número crescente de vítimas civis. O Kremlin também acusa regularmente o Exército ucraniano de direcionar seus drones deliberadamente contra cidadãos comuns, especialmente na região de Belgorod, na fronteira entre os dois países.

No último mês, Kiev intensificou ataques letais contra a Rússia, visando refinarias e depósitos de petróleo, fábricas de armas, locais de equipamento militar e instalações de transporte marítimo. Pelo menos 61 pessoas foram mortas e outras 327 ficaram feridas entre 24 e 31 de julho por disparos de drones ucranianos, informou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova. Na segunda-feira, um drone que caiu em uma praia lotada no Mar Negro matou ao menos sete russos.

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Em paralelo, na Ucrânia, bombardeios mataram pelo menos 377 civis e feriram outros 2.129, fazendo de julho de 2026 o mês mais mortal da guerra desde abril de 2022.

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