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Vice-presidente do Egito tem o apoio de Mubarak e Obama

Embaixadora americana também elogiou Omar Suleiman, mostra documento

Por Da Redação 7 fev 2011, 09h15

O vice-presidente egípcio, Omar Suleiman, tem plena confiança do presidente, Hosni Mubarak, e é ao mesmo tempo um firme e velho aliado dos Estados Unidos, apontam novos documentos confidenciais da diplomacia americana divulgados pelo site WikiLeaks. Em um desses relatórios, publicados nesta segunda-feira pelo jornal britânico Financial Times, a atual embaixadora no Cairo, Margaret Scobey, também elogia Suleiman ao descrevê-lo como político “pragmático com uma aguda mente analítica”, além de “visão e influência”.

Os arquivos também refletem as fortes suspeitas que o regime iraniano tem de Suleiman, até pouco tempo chefe dos serviços de inteligência egípcios. Segundo o vice-presidente, o Irã representa uma “grande ameaça para o Egito” por seu apoio à chamada Guerra Santa e aos extremistas egípcios. “Se os iranianos apoiassem a Irmandade Muçulmana se transformariam em nosso inimigo”, afirmou ele em certa ocasião.

Apesar de Suleiman ter se referido várias vezes ao perigo apresentado pelo movimento fundamentalista, seus argumentos nem sempre convenceram a diplomacia americana. Assim, em um documento diplomático de novembro de 2005, o então embaixador Francis Riccardione escreveu que “os egípcios sempre agitaram o fantasma da Irmandade Muçulmana”. E continuou: “A melhor forma de fazer frente a uma política islamita de alvos estreitos consiste em abrir o sistema político egípcio”.

De acordo com outros documentos, que citam um amigo do político, Suleiman “se sentiu muito magoado” quando o presidente Mubarak voltou atrás na promessa de nomeá-lo vice-presidente há vários anos. Na ocasião, ele viu frustradas suas ambições pela influência da esposa do presidente, Suzanne Mubarak, que, decidida a impulsionar a carreira política de seu filho, Gamal, impediu a nomeação.

Protestos – Os relatórios que revelam os bastidores da política egípcia vieram à tona no dia em que os manifestantes do país entram no 14º dia consecutivo dia consecutivo de protestos anti-Mubarak. Milhares de pessoas ainda ocupam a praça Tahrir, no centro do Cairo exigindo que ele deixe o cargo que ocupa há 30 anos. Os grupos de jovens que iniciaram a revolta contra Mubarak formaram uma coalizão e anunciaram que não pretendem desocupar a praça até que suas reivindicações sejam atendidas.

(Com agência EFE)

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