Clique e assine a partir de 9,90/mês

Vice-presidente da Guatemala renuncia em meio a escândalo de corrupção

Roxana Baldetti negou ter conhecimento de esquema de corrupção envolvendo seu ex-secretário particular

Por Da Redação - 9 maio 2015, 16h45

A vice-presidente da Guatemala, Roxana Baldetti, renunciou ao cargo em meio ao escândalo de corrupção envolvendo seu ex-secretário particular Juan Carlos Monzón. Quem informou sobre a saída de Roxana, nesta sexta-feira, foi o presidente Otto Pérez.

A renúncia ocorre dois dias após a Suprema Corte de Justiça pedir ao Congresso a análise da perda de imunidade da vice-presidente para que ela pudesse ser processada. O caso de corrupção envolve o Fisco e o sistema aduaneiro do país.

“A renúncia, segundo os motivos manifestados pela vice-presidente, se inscreve em uma decisão pessoal com o único interesse (…) de colaborar com as investigações e com o devido processo”, declarou Pérez em entrevista coletiva. “Sua decisão é pessoal, pensada, difícil e valente”, acrescentou o presidente.

A Promotoria e a Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (Cicig) revelaram a existência de uma quadrilha dedicada a fraudar o fisco a partir do sistema aduaneiro. A quadrilha, conhecida como “La línea”, exigia dinheiro de empresários para ignorar o pagamento de impostos em operações aduaneiras.

Continua após a publicidade

Quando o escândalo veio à tona, a vice-presidente estava em visita oficial à Coreia do Sul junto com o secretário, desaparecido desde então. Ao voltar à Guatemala, Roxana afirmou desconhecer as operações ilícitas de seu homem de confiança.

A pressão pela saída da vice aumentou deste então. A promotoria e a Cicig também pediram a saída da juíza encarregada do caso, que teria sido subornada para decretar a liberdade provisória de três envolvidos.

O escândalo já provocou a prisão de Omar Franco, chefe da Superintendência de Administração Tributária (SAT), órgão responsável pela arrecadação de impostos no país, e de seu antecessor, Carlos Muñoz, além de outros altos funcionários da entidade.

(Com agência France-Presse)

Publicidade