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Vice-presidente confirma referendo apesar de protestos

Mahmoud Mekki diz que manifestações não são a solução para crise

Por Da Redação 5 dez 2012, 12h14

O vice-presidente do Egito, Mahmoud Mekki, insistiu nesta quarta-feira que o referendo sobre a nova Constituição acontecerá na data prevista, 15 de dezembro, apesar dos protestos crescentes contra o governo. Mekki disse que os protestos não são a solução para a crise e que a “porta para o diálogo” continua aberta, informou a rede BBC.

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“Existe uma vontade política real de passar pelo período atual e responder às questões do povo”, disse o vice-presidente. “A porta para o diálogo continua aberta para aqueles que se opõem ao projeto de Constituição”, completou. As declarações foram ao ar na televisão estatal nesta quarta-feira, quando Mekki também confirmou que o referendo acontecerá no próximo dia 15.

Desde segunda-feira, opositores egípcios estão acampados diante do palácio presidencial no Cairo em protesto ao projeto de Constituição e ao decreto do presidente Mohamed Mursi, que ampliou e blindou seus próprios poderes em 22 de novembro. Em resposta, a Irmandade Muçulmana, partido de Mursi, pediu que seus apoiadores também protestem diante do palácio para conter os seus oponentes.

Crise – O Egito vive uma profunda crise política desde o decreto de 22 de novembro, com o qual Mursi, primeiro presidente islamita do país, ampliou seus poderes e impediu qualquer objeção judicial contra o projeto de nova Constituição.

Os críticos do projeto de nova Constituição, aprovado graças a uma comissão dominada pelos islamitas, alegam que este não protege direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, e temem que abra a porta para uma aplicação mais rígida da lei islâmica. A divisão política aumentou quando o presidente marcou para 15 de dezembro a data do referendo constitucional.

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