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Vice-presidente chinês inicia reuniões na Casa Branca

Por Jim Watson 14 fev 2012, 12h51

O vice-presidente e provável próximo número um chinês, Xi Jinping, iniciou nesta terça-feira sua visita à Casa Branca, onde se reunirá com o presidente Barack Obama, constatou um fotógrafo da AFP.

Xi foi recebido pouco depois das 14H15 GMT (12H15 de Brasília) pelo vice-presidente americano, Joe Biden, como exige o protocolo.

Também estavam presentes na sala Roosevelt da ala oeste da Casa Branca a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o representante para o Comércio, Ron Kirk.

Xi e Biden iniciaram seu diálogo e se reunirão duas horas mais tarde com Obama no Salão Oval.

Xi declarou pouco antes da reunião que os Estados Unidos deveriam adotar “medidas concretas para promover a confiança mútua”.

“Esperamos que, do lado americano, possam ver a China de maneira objetiva e racional e adotar medidas concretas para promover a confiança mútua”, declarou Xi, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

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“Devemos buscar benefícios mútuos e acordos de uma maneira positiva e construtiva”, sustentou.

O vice-presidente chinês também expressou sua esperança de que este ano eleitoral nos Estados Unidos não tenha um “impacto infeliz” sobre os vínculos entre as duas maiores economias do planeta.

Xi chegou na segunda-feira aos Estados Unidos para uma visita chave de uma semana e se reuniu, entre outros, com os ex-secretários de Estado Henry Kissinger e Madeleine Albright.

Xi também visitará Iowa (centro), estado onde se reencontrará com velhos amigos que conheceu durante uma viagem de jovens em 1985, e Los Angeles.

Mas o contexto político que marca sua visita é complexo: o veto da China – duramente criticado por Washington – na ONU sobre o tema da Síria, imolações em série nas regiões tibetanas, aumento das tensões comerciais e a tradicional escalada antichinesa em ano eleitoral nos Estados Unidos.

Xi chegará ao poder em duas etapas: no XVIII Congresso do Partido Comunista (PCC) de outubro herdará o cargo de chefe da organização e, posteriormente, em março de 2013, durante a sessão anual do parlamento, assumirá a chefia do Estado.

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