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Vice do Iêmen anuncia novo governo de reconciliação

Pastas serão divididas entre a oposição e o partido do ditador Saleh

O vice-presidente do Iêmen, Abdo Rabu Mansur Hadi, anunciou nesta quarta-feira o novo governo de reconciliação nacional, comandado pelo líder da oposição, Mohammed Salem Basandawa, que tem a missão de tirar o país da crise que o atinge desde janeiro.

Entenda o caso

  1. • A revolta começou em 27 de janeiro, mas ganhou força em 21 de fevereiro, quando os Jovens da Revolução montaram um acampamento na capital Sanaa, pedindo a queda do regime de Ali Abdallah Saleh, no poder há 33 anos.
  2. • Em junho, após um ataque dos rebeldes ao palácio presidencial, o ditador foi hospitalizado na Arábia Saudita, onde se recuperou dos ferimentos causados por uma explosão – ele teve 40% do corpo queimado e passou por oito cirurgias.
  3. • No dia 23 de novembro, Saleh assinou um acordo que determina sua saída do poder e a realização de eleições presidenciais em até 90 dias.

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Hadi emitiu um decreto para a formação do governo, divulgado pela agência estatal de notícias Saba, que indica a repartição das pastas entre a oposição e o Partido do Congresso Popular Geral (PCPG), do ditador Ali Abdullah Saleh.

Pelo acordo alcançado, o Partido do Congresso Popular Geral (PCPG) de Saleh controlará os ministérios das Relações Exteriores, Petróleo e Defesa, enquanto a oposição ficará a cargo das pastas do Interior, Informação e Finanças. O membro do PCPG, Abu Bakr al Qorbi, continua à frente do ministério das Relações Exteriores e o general Mohammed Nasser Ahmed como ministro da Defesa.

Entre as pastas que correspondem à oposição, Abdul Kader Kahtan, que pertence ao opositor Partido da Reforma Islâmica, ocupará o cargo de ministro do Interior, e Sakhr al-Wayih nas Finanças. No executivo estão incluídos três ministérios de estado, dois dos quais estarão a cargo da oposição e um do partido de Saleh.

Em 27 de novembro, o vice-presidente encarregou Basandawa, chefe do Conselho Nacional Opositor, de formar o governo de reconciliação nacional, uma decisão que se ajusta à iniciativa promovida pelo Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para a transferência pacífica do poder no Iêmen.

Está previsto que o ato de posse dos novos ministros ocorra na quinta-feira, mas não foi feito nenhum anúncio confirmando a data do juramento.

Acordo – Em 23 de novembro, depois de 33 anos no poder, Saleh assinou um acordo para deixar o governo, atendendo às reinvindicações do movimento popular – que desde janeiro exigia sua renúncia. Ele havia delegado o poder em setembro ao vice-presidente, Abdo Rabu Mansur Hadi, para negociar uma transferência pacífica do poder com a oposição.

(Com agência EFE)