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Veterano da II Guerra é condenado por tráfico de drogas

O americano Leo Sharp, de 90 anos, ajudou a transportar uma tonelada de cocaína até os EUA; Justiça não aceitou alegação que ele sofria de demência

Leo Sharp, um veterano americano que lutou na II Guerra Mundial, foi condenado na quarta-feira, dia de seu 90º aniversário, a três anos de prisão por traficar mais de uma tonelada de cocaína procedente do México.

Uma juíza de Detroit sentenciou Sharp a passar três anos na prisão, e lembrou que nem sua idade nem o fato de ele ter servido durante a II Guerra Mundial, na qual combateu nazistas na Itália, eram atenuantes.

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Sharp ajudou a transportar cocaína do México até o Estado americano de Michigan em diversas ocasiões durante um período de dois anos, como parte de uma parceria com um cartel mexicano. Ele recebeu 1 milhão de dólares pelos serviços. Ele acabou sendo detido junto com outras 18 pessoas em uma operação antidrogas em 2011.

O veterano Leo Sharp O veterano Leo Sharp

O veterano Leo Sharp (/)

“Tudo o que posso dizer-lhe, senhora, é que tenho realmente o coração partido pelo que fiz. Mas está feito”, declarou Sharp perante a juíza, informou hoje a filial local da emissora NBC.

“Não duvido que será difícil”, respondeu a juíza do distrito, Nancy Edmunds, sobre o tempo que Sharp terá que passar na prisão,”mas o respeito à lei requer que passe um tempo sob custódia”, acrescentou a magistrada.

Demência – A defesa de Sharp foi baseada em uma suposta demência do acusado – que a juíza considerou um “insulto” para as pessoas que realmente sofrem esse mal – e em pedir clemência por causa do seu passado como militar. Ele recebeu uma Estrela de Bronze, a quarta maior condecoração individual das Forças Armadas dos EUA, por sua participação na II Guerra Mundial.

O promotor assistente Christopher Graveline lembrou, no entanto, que os delinquentes não podem usar como desculpa o fato de terem servido no exército e destacou que Sharp usou sua idade como recurso para evitar as suspeitas da polícia da fronteira.

(Com agência EFE)