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Venezuela: produtores declaram estado de emergência agrícola

Os protestos contra o regime de Maduro deixaram 58 mortos e elevaram o número de presos políticos para 303

Por Da redação - Atualizado em 26 maio 2017, 19h05 - Publicado em 26 maio 2017, 16h33

O conselho da Fedeagro (Confederação de Associações de Produtores Agropecuários) declarou nesta sexta-feira que a Venezuela se encontra em estado de emergência agroalimentar. O motivo é a escassez de insumos agrícolas (sementes, fertilizantes, herbicidas e inseticidas) e problemas com a produção, o que aprofundou a crise de abastecimento já existente.

“O ano agrícola está perdido. Até o momento nós deveríamos ter plantado 80% da área necessária para Barinas, Portuguesa, Cojedes, Lara e Yaracuy. No entanto, as associações destes estados não foram capazes de comprar nem 30% dos insumos necessários para atingir este objetivo (sementes, fertilizantes, herbicidas e inseticidas)”, diz o comunicado emitido pela confederação. Na Venezuela, a atividade agrícola é o vetor principal da economia de mais de dezesseis estados.

O problema da escassez de alimentos no país não é recente. Em abril deste ano, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) reconheceu a crise alimentar na Venezuela. A nacionalização da cadeia de produção e distribuição de alimentos, aliada ao controle de preços, impede que o problema seja solucionado.

Desde o dia 30 de março, quando o presidente decidiu suprimir os poderes da Assembleia Nacional, manifestações populares tomaram as ruas do país. Ao todo, 58 venezuelanos morreram nas mãos das forças de segurança de Maduro. 

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Segundo Alfredo Romero, diretor do Foro Penal Venezuelano, o número de presos políticos subiu para 303 – é o mais alto desde 1958.

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