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Venezuela prende brasileiro acusado de integrar grupo criminoso

Segundo o braço direito de Nicolás Maduro, Jhonatan Moisés Diniz seria diretor de uma ONG de fachada

Por Diana Lott - Atualizado em 28 dez 2017, 16h27 - Publicado em 28 dez 2017, 16h26

As autoridades da Venezuela detiveram na última terça-feira o brasileiro Jhonatan Moisés Diniz, que foi acusado pelo regime de Nicolás Maduro de fazer parte de uma “organização criminosa com tentáculos internacionais”.

Residente na cidade de Los Angeles, na Califórnia, Diniz foi detido junto com outras três pessoas de nacionalidade venezuelana.

A detenção foi anunciada na última quarta por Diosdado Cabello em seu programa de televisão semanal. Militar da reserva e deputado da Assembleia Nacional Constituinte, ele é considerado o braço direito de Maduro.

Segundo o jornal El Nacional, Cabello disse que Diniz era “diretor de uma ONG chamada ‘Time of Change’ que servia de fachada para promover, através de redes sociais, supostas atividades de distribuição de alimentos e objetos de primeira necessidade a pessoas em situação de rua na Venezuela com o objetivo de obter financiamento em moeda nacional [venezuelana] e em dólares”.

Os outros três detidos também fariam parte da ONG.

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O deputado constituinte também afirmou que Diniz integrava a organização “Warriors for Angels” que postava em redes sociais imagens das manifestações antigoverno deste ano na Venezuela, as quais Cabello chamou de “ações terroristas”.

“Ele foi detido, senhores da embaixada americana. Aconteça o que acontecer, seus direitos humanos serão garantidos” disse o político.

“É muito estranho que um residente dos Estados Unidos venha ao nosso país realizar esse tipo de atividade. Já sabemos de ações desse tipo feitas pela CIA em outros países — usar ONGs de fachada para percorrer o país e identificar objetivos estratégicos, financiar terroristas e outros” declarou Cabello.

Membros do chavismo frequentemente atribuem responsabilidade aos Estados Unidos por episódios que consideram como ameaças ao regime.

Cabello alertou os venezuelanos para “esse tipo de ações com aparência social” e pediu à população que denuncie qualquer atividade suspeita.

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