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Venezuela: Morador relata fuga dramática após perder tudo em terremoto

Francisco Mendoza escapou de um edifício que desabou parcialmente em La Guaira, no norte do país; ele ainda procura por um neto desaparecido

Por Santiago Martínez, de La Guaira, Venezuela 27 jun 2026, 15h21 | Atualizado em 27 jun 2026, 16h59
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Francisco Mendoza afirma ter perdido tudo após o desabamento parcial do edifício onde morava, na região de Playa Grande, em Catia la Mar, no estado venezuelano de La Guaira. Segundo seu relato, ele conseguiu escapar com vida durante o terremoto levando apenas a roupa do corpo e, posteriormente, resgatou dos escombros uma motocicleta, que também ficou gravemente danificada.

+ A corrida para encontrar sobreviventes sob os escombros

Mendoza vivia havia 11 anos no imóvel, construído pelo governo dentro do programa habitacional Missão Moradia (Misión Vivienda). No apartamento, localizado no 12º andar, morava com as filhas e um neto, que permanece desaparecido.

Ele conta que estava em casa quando o tremor começou e tentou deixar o edifício pelas escadas. Durante a fuga, afirma ter enfrentado o colapso gradual da estrutura, que começou a se separar entre os andares.

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“Enquanto tudo tremia, fiquei preso no 11º andar. Começamos a descer com precipícios ao lado, paredes se desprendendo. Foi algo terrível. Jesus Cristo nos sustentou”, relatou.

Prédio de vários andares com fachada parcialmente destruída, revelando o interior dos apartamentos. Carros e pessoas transitam na rua em frente, sob um céu claro
Prédio onde Francisco Mendoza morava com a família (Santiago Martínez/VEJA)
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Segundo Mendoza, a esposa conseguiu deixar o prédio acompanhada das filhas. O mesmo, porém, não aconteceu com o neto, que, naquele momento, brincava em uma quadra esportiva atingida pelo desabamento de parte da estrutura.

“O meu neto ficou soterrado porque minha filha o havia mandado brincar na quadra pouco antes do terremoto, e o prédio, quando desabou, cobriu o local”, afirmou.

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O morador diz que teme retornar ao apartamento para recuperar roupas e objetos pessoais, ao contrário de alguns vizinhos que decidiram entrar novamente no edifício. Por enquanto, afirma possuir apenas a roupa que vestia no momento da tragédia e a motocicleta que conseguiu retirar dos escombros, embora o veículo tenha sofrido danos severos.

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